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 Título: Pousada Morada nas Estrelas na praia do Rosa/SC
Mensagem não lidaEnviado: Qua Fev 13, 2013 6:34 pm 
Mensagens: 63
Esse texto escrevi em 24.02.2009, mas nunca publiquei. Agora, ao reler, tive a impressao de estar lendo o texto que escrevi no FV há poucos dias sobre a locadora Locaralpha http://www.falandodeviagem.com.br/viewtopic.php?f=5&t=5316.
Pergunto-me se nós somos muito exigentes, se atraimos o azar ou se os servicos no Brasil vao de mal a pior? Ainda nao encontrei a resposta.

Os dados aqui fornecidos sao todos de 2008, nao alterei nada. E também nao sei dizer se todas as informacoes ainda sao atuais. Quem quiser pesquisar, fique a vontade.


NOSSA EXPERIENCIA

Depois de quase 3 anos sem férias, resolvemos que já era hora, afinal, ninguém é de ferro.
Eu, operadora e agente de viagens, resolvi provar que “santo de casa também faz milagres” e passei mais de dois meses surfando na net, pesquisando, "tricotando" a nossa viagem.
Não queríamos pacote pronto e fechado, queríamos algo muito especial.
Finalmente encontramos o lugar ideal para desfrutarmos o que na Alemanha chamamos de “os dias mais lindos do ano”, as férias. Duas semanas na praia do Rosa com muito sol e calor.

No dia 10.07.2008, depois de muitas pesquisas, achei que a pousada “Morada nas Estrelas” (nome romântico!), na praia do Rosa/Imbituba/SC preenchia as nossas expectativas: natureza pura junto ao mar! Chalés rústicos mas aconchegantes, com conforto, charme e beleza. Pelo menos era isso que prometia o site dela. As fotos mostravam até um certo luxo. Quem nao gosta, nao é?

Entrei em contato com a dona da pousada, a sra. Lourdes Lucia de Bortoli Groth.
Depois de muitos vai-e-vem de emails a respeito de preço (a cada email que trocávamos ela fornecia-me preços e descontos diferentes!) acertamos que ficaríamos 14 dias e pagaríamos pela diária do casal R$ 99,00 (preço original R$ 110 ,00 – 10%) por um período na baixa temporada (04. – 18.12.2008). Pra nós vinha a calhar pois o Natal e Ano Novo passaríamos com a família em Goiania.

Acertamos que esse valor seria por uma cabana
- sem serviço de limpeza diária
- sem café-da-manhã (este custaria extra R$ 40,00 por casal/dia)
- com “roupa de cama, banho e mesa a cada 3 dias... se necessário oferecemos outra troca” (palavras da proprietária)

Como o destino sempre joga com a gente, demos o azar de chegar em meio à catástrofe do século que atingiu Santa Catarina. Mas isso, claro, nem a sra. pousadeira nem nós poderíamos prever!

Depois de ouvirmos diariamente aqui na Alemanha o noticiário sobre as enchentes terríveis no sul do Brasil, resolvemos cancelar toda a viagem ao litoral, pois com estradas impassáveis e chuvas intermináveis... Nao era bem assim que imaginamos nossas férias!

Infelizmente contamos com o ovo no .... da galinha. A proprietária da pousada “Morada nas Estrelas” recusou-se veementemente nos devolver o dinheiro. Mesmo com ou apesar da catástrofe.

Sei que numa situacao normal, quando as pousadas estao lotadas, isso é praxe em turismo: nao devolver o pagamento feito antecipadamente. Mas numa situacao de catástrofe, nao sabíamos nem mesmo se conseguiríamos chegar até lá, era bem diferente. E além da nossa, nem uma das outras cabanas estava ocupada, pudemos verificar quando lá chegamos. Únicos hospedes de 7 cabanas!

Depois de mais outros vai-e-vem de emails, aceitamos receber só 50% dos R$ 1.386,00 que pagamos no dia 18.07.2008, 5 meses antes da viagem.

Mesmo assim continuamos acompanhando o noticiário. Até quase o dia do embarque estávamos indecisos: vamos ou nao vamos? Fomos.

No dia 04.12.2008, como combinado previamente por telefone, chegamos na parte da tarde à pousada. As estradas de Florianópolis até lá eram uma catástrofe só! Viagem demorada e muito cansativa.

Que fossemos recebidos com banda de música (deveríamos pois éramos os únicos hóspedes!), água gelada e cafezinho... não contávamos. Mas que a recepção fosse fria, pouco simpática, desagradável, arrogante mesmo, também não esperávamos. Ficamos com a impressão que a já citada senhora estava nos fazendo o favor em receber-nos. Ou como se fôssemos desabrigados das enchentes e ela fosse obrigada a nos dar guarida, gratuitamente. Se nao estivéssemos tao cansados e já não tivéssemos pago tudo desde julho, teríamos procurado outra pousada na mesma hora. As férias comecaram bem... bem mal!

Para comecar nao havia ninguém nos esperando na entrada e também ninguém à vista. Vimos entao um caminho que descia para algum lugar que parecia ser a recepcao. Descemos a ladeira, pequena, mas bem estreita, onde só um carro podia passar. Chegando embaixo, nao pudemos continuar, pois havia um operário colocando novo piso na entrada da recepcao.

Logo depois apareceu a proprietária que nos recebeu assim:

- “aqui os senhores nao podem parar, o rapaz está colocando piso novo”. Um “boa tarde, sejam bem-vindos”, parece que lá nao é costume dizer-se.
- e onde podemos parar?
- “voltem que eu vou encontrá-los lá em cima”
- como, “voltem”? De ré, nessa ladeira estreita?

Nao havia como fazer retorno, muito estreito. Normalmente teria que ser feito lá onde o rapaz estava trabalhando.

Ainda bem que meu marido é um ótimo motorista, senao nao teria conseguido. O carro estava muito pesado com muitas malas, pois, como já disse, iríamos passar o Natal com a família em Goiania.
Desci do carro para facilitar a subida de ré. Logo depois apareceu a pousadeira com a chave do nosso “paraíso”, mostrou rapidinho e desapareceu ladeira abaixo.

Hoje, com a devida distância dos acontecimentos, sei porque ela não ficou nem 5 minutos na cabana para fazer a entrega das chaves e mostrá-la, como é de praxe. Para não aborrecer-se logo de cara com reclamações chatas de hóspedes impertinentes. Compreensível! Aliás, seria até melhor que hóspedes pagassem antecipadamente e nem aparecessem, não é? Também compreensível.

Comeco pela sujeira do local. Além das teias de aranha em todos os cantos da cabana (ecologia pura?), encontramos também, por todo canto, pó de madeira comida pelos cupins: nas escadas, em cima do sofá (um colchão de espuma vagabundo, dobrado em 3, com um forro que já viu muitos carnavais), em cima das camas e também dos travesseiros. Acho maravilhoso cabana ecológica. Mas acho melhor ainda quando a “natureza” fica do lado de fora!

Sujeira embaixo dos armários (ali nunca foi passado uma vassoura nos últimos 12 meses!); xícara suja de café ressecado, guardada dentro do armário; forma de pizza, dentro do forno, ainda com os restos da pizza comida pelos hóspedes do último verão. Que apetitoso!

Tudo devidamente fotografado e documentado para o nosso álbum “Férias na Praia do Rosa 2008”

No banheiro, além de algumas BARATONAS CASCUDAS (normal em cabanas ecológicas?!) encontramos também o ralo do chuveiro quase entupido com os cabelos dos hóspedes anteriores (ai que nojo!), duas toalhas de banho velhas e meio esburacadas (ótimas para limpar o chão da cabana – aliás muito necessário! ), uma toalha de rosto para duas pessoas, também tão velhas quanto as outras. E nenhuma combinava com a outra. Parecia que foram descartadas do uso doméstico e aproveitadas para uso dos hóspedes. E isso por R$ 99,00 por dia?!!! O barato, às vezes, sai muito caro!

Ninguém acredita mas tivemos que barganhar com a pousadeira mais 1 toalha de rosto e 1 de mão e para isso abrimos mão da troca de toalhas a cada 3 dias como prometido em email. Toalhas de praia tivemos que comprar.

Também não imaginávamos que “sem serviço de limpeza diária” significasse que nós mesmos tivéssemos que limpar a sujeira deixada pelos nossos antecessores da última temporada!!!
Outro detalhe de “pouca” importância: a cabana que reservamos não pudemos receber porque a varanda de madeira estava caindo aos pedaços. Fotografamos. De julho, quando reservamos, a dezembro, quando chegamos, nada foi feito. Administracao nota 10!

Bom, pelo menos a nossa estava inteira! Inteira, sim, mas
- sem cafeteira e sem garrafa/bule para coar café. Havia um filtro/coador de plástico, mas para colocar onde, em cima da xícara ou direto na boca?
- camas sem estrado, só com umas tábuas - duríssimas! - atravessadas embaixo do colchao fino. Tudo fotografado para não haver discussão.
- colchões de 5ª. categoria
- sem guarda-roupas, só umas ripas de bambu servindo como estante. Segundo nossa pousadeira isso é ARTE. Desculpe a minha ignorância, mas pra mim isso é pobreza mesmo!!!
- pratos e copos completamente empoeirados numa estante aberta (ainda é possível ver no site dela, cabana n° 4)
- panelas e caçarolas de alumínio, velhas, feias, queimadas, encardidas e amassadas. Com certeza já não serviam mais para o uso doméstico e foram “descartadas” para os hóspedes

Foi um período duro para as pouquíssimas pousadas que estavam funcionando, como constatamos mais tarde. Na realidade elas estavam às moscas (a nossa às baratas, depois do banho cobríamos todos os ralos para que não subissem por eles) apesar de a região ter sido pouco afetada pelas chuvas. Por causa disso, algumas vezes, a praia do Rosa era só nossa, sem viva alma. Maravilha! Pelo menos isso havia de bom.

O visual cinematográfico! Era a única coisa que nos prendia na pousada “Morada nas Estrelas” (além do dinheiro que pagamos e nao queríamos perder, claro).
Mas o visual não é merecimento da pousadeira. Muito pelo contrário. Fomos informados por vizinhos que a residencia da família foi construida nas dunas sob protecao ambiental. Eu me pergunto, cadê a Secretaria do Meio Ambiente que não vê isso?

Apesar de sermos na época os únicos hóspedes dos 14.000 m² (informação dada pela proprietária, mesmo que nos anúncios de venda da propriedade constasse apenas 660 m² - e agora, onde fica a verdade?) só víamos a dita senhora, vez por outra, chegando ou saindo de carro. Nunca ousou nos visitar e nunca se deu ao trabalho de perguntar se estávamos satisfeitos. Ela sabia o porquê. Compreensível.

Sobre as cláusulas de cancelamento de reserva e sobre o recibo do pagamento que fizemos 5 meses antes, ambos solicitados antes de viajarmos para lá, nem uma palavra!
Um dia, ao descermos para a praia, a encontramos (de rolinhos no cabelo, como condiz a uma dona de pousada com hóspedes) na porta da recepção (uma mistura de salão de café-da-manhã dos hóspedes, bar, atelier do filho, escritório, enfim, um local bem versátil) aproveitei para perguntar sobre os documentos solicitados.

Cláusulas, não tem.

Como, então, recusou-se a devolver nosso dinheiro integral, baseada em que cláusula? Como pode uma hospedagem com 7 cabanas nao possuir cláusulas de hotelaria?

Recibo, só se pagássemos mais 20% para que ela o solicitasse não sei onde em Imbituba.
Socoooorro! Cade o “Leao” imbitubense? Dormindo o sono dos justos ou isso é comum em Imbituba?

E se não concordássemos com os 20% (sobre uma nota de R$ 1.386,00!!!) que tomássemos as providências que quiséssemos, que fôssemos reclamar onde quiséssemos.

Atrevimento sem medidas! Retruquei (ela nao estava acostumada a ser retrucada!) que não se preocupasse, que faríamos isso com toda a certeza .... e direto na Secretaria de Financas de Imbituba!

E essa, suponho, foi a única razao que a levou, a tarde, acompanhada do filho, até nossa cabana para “conversarmos”. Medo do Leão?

Respeito por hóspedes ela nao mostrou em momento algum, nem mesmo quando o filho a mandou calar a boca, com certeza para não arriscar um processo por ofensas pessoais. Aliás, pelo que pude ver na internet, a dita senhora quando nao está processando, está sendo processada. Basta consultar o tio Google.

Como despedida disse-me que nunca tratou com uma hóspede “com nível abaixo do de uma empregada doméstica” - e agora pasmem! - “ainda mais de uma goiana”.
Alô goianos, que será que ela quis dizer com isso? Algum problema histórico mal resolvido? Será que um antepassado nosso comeu algum antepassado dela? Se comeu, com certeza teve indigestao ou morreu envenenado.
Trabalhando em turismo desde os 21 anos (saudades da Stella Barros Turismo!) foi a primeira vez que vi uma coisa tao espantosa como essa.

Durante a visita à nossa cabana, como “oferta de paz”, nos disse que nos daria o recibo gratuitamente (cade o Leao que nao controla essas coisas?) e nos devolveria os 5 dias que ainda faltavam para ficarmos mas que preferia que deixássemos a pousada o mais rápido possível. Depois de refletirmos um segundo, meu marido e eu resolvemos aceitar o “convite” tão gentil.
E na hora de devolver o dinheiro, ela ainda tentou transformar os 5 dias em 4. Diplomada da USP, como fez questão de me informar do alto da sua arrogancia, e com tao sérios problemas de aritmética?

E para terminar a novela com "final feliz" ainda quis nos cobrar os 2 trapos extras que barganhou conosco, aos quais ela chamava de toalhas. Não fosse a interferência do filho, acho que o “fechamento da conta” ainda teria durado mais algumas horas.

Mas há males que vem para bem, nem tudo é tao preto como o diabo pinta, há sempre uma luz no fim do túnel. Pelo menos isso a sra. Lourdes Lucia de Bortoli Groth,involuntariamente, nos proporcionou. Realmente um “presente de natal antecipado”, melhor não poderia ter sido pois nos mudamos para o outro lado da rua para a “Vida Sol e Mar”, uma pousada para ninguém botar defeito. O dono, um argentino alegre e simpático, familiares e funcionários super atenciosos, gente que entende do seu trabalho e que sabe que uma hospedagem só pode existir se tiver hóspedes satisfeitos. Aconselhamos e com certeza voltaremos.

Morar nas estrelas nunca mais.



 Título: Re: Pousada Morada nas Estrelas na praia do Rosa/SC
Mensagem não lidaEnviado: Qua Fev 13, 2013 8:55 pm 
Mensagens: 1655Rio de Janeiro
Eu acho que você é zicada mesmo. Só se dá mal viajando para o Brasil.


 Título: Re: Pousada Morada nas Estrelas na praia do Rosa/SC
Mensagem não lidaEnviado: Qui Fev 14, 2013 7:59 am 
Mensagens: 63
Zicada, que é isso? O mesmo que azarada?

Sei nao, Nishan, acho que coisas como essa acontecem muito por aí mas o povo brasileiro sempre "deixa pra lá". Uns, para nao terem trabalho, nao se aborrecerem; outros, só vao para lugares onde essas coisas pouco acontecem, mas que só os bem abastados podem pagar. Infelizmente eu nao pertenco a essa classe :roll: Aqui na Alemanha, engenheiros assalariados nao vivem mal, mas sair gastando impensadamente também nao podem. Salário é salário, só vem uma vez por mes! E vc sabe, né, aqui vivemos num Estado Social onde os que trabalham duro sao obrigados a dividir o que ganham com os que nao podem (e também com os que nao querem) trabalhar. Aqui nao há bolsa-família. Aqui há maloes, baús e containers-família :evil:

Li há pouco num blog lá de Imbituba uma reportagem bem interessante que mostra essa mentalidade de "saquear enquanto dá" do pequeno empresário brasileiro (ganhar o máximo, sem reinvestir, sem dar continuidade, sem pagar impostos, sem interessar-se pelo amanha) que a entrevistada, proprietária de uma muitíssimo bem organizada pousada deixa escapar, nas entrelinhas, sobre a concorrencia. Ela está coberta de razao! Se interessar-se pode ler aqui
http://www.blogpenadigital.com/2013/01/ ... mment-form

Estou lendo o livro "1808 - Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleao e mudaram a História de Portugal e do Brasil" do Laurentino Gomes. Estou entendendo que 200 anos é pouquíssimo tempo para "cortar-se o mal pela raiz". Mas um dia teremos uma sociedade mais "civilizada". Com certeza :D
Nao sou zicada, nao, seja isso o que for :lol: mas por estar fora do país há muito tempo, quando chego aí, percebo muito melhor essa mentalidade (leia o livro, muito bom!). E mesmo nao querendo, nao há como deixar de fazer comparacoes :oops:

Quero contar sobre minhas experiencias com viagens, mas "enfeitar" só para agradar, nao vou nao :|


PS. Gostaria de colocar algumas fotos sobre o meu texto "Pousa Morada nas Estrelas" mas ainda nao descobri como. Alguém me ajuda? :)


 
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