
Que eu sou um apaixonado por Paris nunca foi segredo. Já estive lá umas 10 vezes e sempre que tenho que ir embora, o faço com o coração partido, mal esperando a hora de voltar. E a cada retorno sinto a mesma emoção da primeira vez. Acho que é a mesma alegria que muitos aqui sentem quando vão a Orlando. Paris é a minha Disney. É a cidade que mais gosto no mundo.
E mesmo sendo minha cidade favorita, não posso deixar de reconhecer que ela tem seus defeitos, como qualquer metrópole no mundo. E um dos defeitos mais graves é atrair todo tipo de gente e não apenas inocentes e bem intencionados turistas que apenas desejam ver a Torre Eiffel ou tirar uma fotografia da Mona Lisa. Apesar do centro de Paris poder ser considerada uma área segura para o turista no que diz respeito à violência, o mesmo não se pode dizer de algumas de suas periferias. Até hoje nunca conheci o Stade de France pelo fato de estar localizado no mal afamado distrito de Saint Denis. Acho que não vale o risco.
Apesar de assaltos a mão armada serem muito raros na região de interesse turístico e esta ser muito bem policiada, devemos sempre estar atentos, pois os marginais usaram um pouco do iluminismo que a cidade irradia e desenvolveram diversas formas de golpes, que podem fazer com que um turista volte decepcionado da Cidade Luz.
Sempre atento a essas "novidades", deixo aqui uma pequena coletânea dos golpes mais tradicionais e das inovações que percebi em minha última visita.
Batedores de carteira
Isso não é nenhuma novidade. Na verdade é o golpe mais comum em todas as grandes cidades europeias. As áreas de maior risco são as de aglomerações como o metrô em horário de pico, filas como a do Louvre e Torre Eiffel e locais do gênero. Como se defender? Evite andar com valores. Se o fizer, coloque naquela pochete tipo segunda pele, por baixo da calça. Mantenha bolsas a frente e nunca atrás ou ao lado. Deixe seu passaporte no hotel.
O golpe da pulseirinha
Você está andando próximo a alguma atração turística quando é surpreendido por alguém simpático que puxa conversa e no meio tempo lhe coloca uma pulseirinha de linha no seu pulso. Uma vez feito isso essa pessoa irá lhe exigir dinheiro de forma simpática e exigente. Muito comum em Montmartre, próximo a Sacre Coeur. Apesar do baixo risco, ficamos intimidados e perdemos tempo. Como se defender? Não dê conversa alguma. Não demonstre falar inglês e mantenha seus braços rente ao corpo de modo a dificultar a instalação da tal pulseirinha.
O golpe do Handicap
Sempre próximo a um ponto turístico você é abordado por simpáticos jovens que lhe perguntam se você fala inglês. Em seguida a pessoa lhe mostra uma espécie de abaixo assinado com o símbolo internacional de handicap, pedindo para que você assine em apoio aos portadores de necessidades especiais. O incauto turista de coração comovido assina. Logo depois a pessoa lhe pede 20 euros ou mais. Diz que que você concordou em dar a quantia ao assinar. Como se defender? Não adianta simplesmente dizer que não fala inglês. Eles sabem pedir dinheiro em todos os principais idiomas, inclusive português. A melhor maneira é lhes responder numa língua imaginária de um país imaginário. Diga que você é da Isbórnia do Sul. E diga isso em isbórnio.
O golpe do anel de ouro
Esse é novidade e tentaram me pegar dessa vez. Eu estava andando pela margem esquerda do Sena me dirigindo para a torre quando uma mulher que vinha em outra direção, ao cruzar comigo, se abaixa e finge pegar um anel no chão. De metal amarelo, para você logo pensar que é de ouro. E se levanta perguntando se é seu e se você deixou cair. Se a pessoa é gananciosa diz logo que é seu sim e ela pede uma recompensa por ter achado para você. O azar dela é que sou carioca e todo dia alguém tenta me passar a perna de algum jeito. Mas observando com mais calma vi que era uma quadrilha completa na região aplicando o golpe. E muitos caiam! Como se defender? Diga que não lhe pertence sem mesmo reduzir o passo.
O golpe da cigana
A vítima anda despreocupadamente, embasbacada pela beleza da cidade, quando uma suposta cigana lhe aborda, agarra sua mão e começa a ler sua mão para depois lhe exigir dinheiro. Novamente não adianta não falar inglês. Ela é uma golpista poliglota. Como se defender? Recorra ao truque do idioma imaginário. Reincorpore a cidadania da Isbórnia do Sul.
Esses são os golpes que tenho observado em minhas visitas a Paris. Mas tenho certeza que não são os únicos. A cidade é linda e apaixonante, mas não descuide da vigilância em momento algum.
Planeje a sua próxima viagem
Para você não ter trabalho, nós fizemos selecionamos as melhores empresas, com os melhores preços e totalmente confiáveis, para você reservar on-line e com opção de parcelamento.
- Quer pegar a estrada? Alugue um carro clicando aqui.
- Prefere ir de avião? Compre sua passagem aérea clicando aqui.
- Hotel de luxo ou custo-benefício? Escolha a melhor hospedagem clicando aqui.
- Quer curtir sem preocupações? Garanta o seguro de viagem clicando aqui.
- Quer ficar 24 horas on-line? Compre seu chip de internet clicando aqui.
- Quer comprar moeda estrangeira? Receba em casa ou escritório clicando aqui.
- Ingressos para as principais atrações? Compre on-line e parcele clicando aqui.
- Precisa de uma mala nova? Compre on-line e parcele clicando aqui.
Leia também:
- Grupos do Falando de Viagem no WhatsApp
- Grupos do Falando de Viagem no Telegram
Boa viagem!
E você, já foi vítima de alguma tentativa de golpe em Paris? Conhece algum que não está listado aqui? Conte para nós a sua experiência!





