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 Mensagem não lidaPublicado: Ter Set 04, 2012 11:51 am 
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Mensagens: 215Beozonte
A intenção é compartilhar. então segue o meu relato da mini viagem que fiz a Paris em janeiro de 2012

Diário de bordo - Paris - Primeiro dia de 48h

Tudo pronto para a viagem. Recomendações faladas, repetidas e anotadas para a Vovó, titia e crianças.

Chamamos o taxi as 15:30, estava bem cedo, mas como já estava tudo pronto, melhor ir para o aeroporto e deixar tempo para os imprevistos. Sábia decisão. Despedimo-nos das crianças e da vovó e embarcamos no taxi Siena final de placa 0430, dirigido pelo Alexandre. Está achando estranho eu contar todos estes detalhes? Bem, eu explico. O trajeto até a Conexão Aeroporto na Álvares Cabral em BH foi tranqüilo, paguei a corrida, tirei as malas do carro e dei a carteira para a minha esposa ir comprar as passagens enquanto eu colocava as malas no ônibus. De repente dei falta da máquina fotográfica. Sai louco procurando o taxi e ele já tinha saído. Gelei. Minha querida máquina que frita ovo e faz café?! E ainda com a bateria reserva! E o cartão de memória extra?

Saquei o telefone e liguei desesperado para o ponto de taxi do Estrela Dalva de onde ele saiu. Um camarada me atendeu e perguntou se eu sabia a placa, engraçado que eu nunca me preocupo com isto, mas desta vez, quando ele estava chegando à minha casa, nós já estávamos na porta aguardando e ele passou direto, até gritamos e ele não escutou, quando ele percebeu e retornou é que nos viu no portão. Não sei por que mas eu confirmei a placa quando ele parou. No momento em que o camarada me perguntou, veio a imagem perfeita do carro parando e vi nitidamente a placa. O camarada, que eu esqueci o nome, falou que ele se chamava Alexandre e me passou o celular. Liguei para ele torcendo para que ele atendesse e ainda estivesse por perto. Enquanto meu celular fazia sinal de chamando a minha esposa me grita do outro lado da rua. O Alexandre viu a máquina no chão do carro e voltou para entregar. Agradecemos imensamente a ele e deixo público aqui o meu agradecimento. É muito grato saber que existem pessoas honestas e de bom coração por ai. Obrigado Alexandre.

Devido ao susto perdemos o ônibus que estava saindo e tivemos que esperar o próximo. Sem problemas, já que saímos cedo de casa e tínhamos bastante tempo. Seguimos para o aeroporto sem maiores problemas, exceto pela lerdeza do motorista que acrescentou mais 20 minutos ao trajeto de 40.

Em Confins, nos dirigimos direto ao check-in da TAM, e como minha esposa estava grávida, entramos no atendimento prioritário. Alguma boa alma da TAM sumiu com nossas reservas de assento e acabamos tendo que ficar com o que estava sobrando, para o vôo até o Rio de Janeiro não teve problemas, pois o vôo estava vazio e nos acomodaram facilmente, para Paris ficamos separados pelo corredor, entretanto nos colocaram nos assentos prioritários.

O embarque foi pontual e o vôo até o Galeão tranqüilo e muito rápido. Chegando ao aeroporto já procuramos o balcão da TAM para marcar os assentos da volta e evitar este desconforto novamente.

Marcação dos assentos feita e procuramos a praça de alimentação para um lanche rápido. É claro que não encontramos nada que fosse adequado antes de uma viagem de 12 horas, então fomos à Casa do Pão de Queijo para o costumeiro assalto de aeroporto: R$3,50 no pão de queijo, R$11,00 em um misto e R$4,50 na Coca lata. Aff.

Depois do lanche não sobrou muito o que fazer e fomos para a área de embarque. Entramos e fomos direto namorar os preços do free shop. Quase cai para trás. De cara vi o preço da minha máquina fotográfica que custou US$ 369,00 em Nova Iorque, estava sendo vendida por US$ 849,00. Depois disto já achei tudo ou com preço igual ou extremamente caro.

Na hora do embarque um belga que mora em Salvador-BA, muito falante nos pegou de papo e falou as favas. Acho que ele estava carente hehehe. Quando chegamos em Paris ele nos pegou para conversar novamente enquanto aguardávamos as malas. Muito simpático o sujeito.

O Vôo atrasou 15 minutos e saímos a 00h13minh do dia 25. Vôo internacional é melhor, mas o desconforto também é enorme, deve ser por isso que as pessoas compram passagens de primeira classe. Serviram uma massa pouco depois da decolagem, por volta de 1h, depois o café da manhã só veio às 10h, já estávamos com o estomago nas costas.

A chegada em Paris foi às 14h20min. Tempo nublado e temperatura de 8°C. Logo depois no desembarque vem aquela bela dor de barriga. E agora? Não falo bulufas de francês. Logo na saída do avião a polícia francesa já verifica todos os passaportes, depois vamos para a imigração. Já na nossa frente um rapazinho com cara de adolescente se enrolou com o policial e nós éramos os próximos. Pensei: Já vi tudo. Este cara vai começar a perguntar um monte de coisa e eu não vou entender nada. Mas como estava demorando muito com ele fomos ao guichê ao lado e o cara não falou uma palavra sequer. Pegou os passaportes e carimbou.

Seguimos para pegar as bagagens e a primeira impressão do Charles de Gaulle é que se trata de um aeroporto muito grande e bem cuidado, mas as bagagens demoraram mais de 30 minutos para chegar. Assim que saímos um rapaz do traslado estava com uma plaquinha nos esperando.

Sério. Ainda bem que contratei o traslado, o aeroporto é muito longe e o cara fez tanta curva e demorou tanto que se estivesse de taxi eu já teria descido, falando que o camarada estava furando meu olho.

Chegamos ao Hotel Quartier Latin (http://www.hotelquartierlatin.com/en/default.asp) às 16h30min(hora local), fizemos o check-in sem ter que falar nenhuma palavra em francês. O atendente arranhou um inglês e nos entendemos. O quarto é pequeno, mas muito arrumadinho super limpo, não tem cheiro de velho e possui uma bela vista. Deixamos as malas e saímos imediatamente para comer alguma coisa.
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Muitos restaurantes, cafés e brasseries, mas não estávamos a fim de comer algo diferente nem sofrer para pedir alguma coisa então à solução foi ir ao McDonalds. Triste, mas na terra da culinária a primeira refeição foi um hambúrguer de isopor.
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Depois do sanduiche saímos passeando e começou a cair uma chuva bem fina, paramos para comprar uma sombrinha e já nos meteram a mão. EUR$ 10,00 por uma sombrinha, igual a camelô. Começa a chuva sobe o preço da sombrinha. Como o frio aumentou com a chuva resolvemos voltar ao hotel para pegar cachecol e colocar uma roupa mais quente. Como estávamos cansados demais, caímos na cama e tiremos um cochilo de cerca de uma hora.

Por volta das 19h saímos para andar um pouco. Fomos a Rua Moufetard, uma das mais antigas ruas de Paris, construída pelos romanos, mas que não guarda nada daquela época, exceto a largura, muito estreita. A rua é repleta de bares, pubs, creperias, lojinhas e etc. Um point da noite parisiense muito bacana. Só não entremos em nenhum restaurante porque tem um mundo de gente fumando. Alias nunca vi tanta gente fumando. No Brasil isto já saiu de moda, mas parece que os franceses ainda acham graça em acabar com a saúde (um ex-fumante falando).
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Depois da Mouffetard, seguimos nosso passeio e aproveitamos para tirar algumas fotos noturnas. Em nosso trajeto, passamos pelo Pantheon, Place de La Sorbone e algumas fotos da Catedral de Notre Dame.
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Depois passamos em um café só para tomar um chopp e um capuccino. Detalhe foi o preço do chopp, EUR$7,40 (cerca de R$17,00) não vai dar para ficar bêbado aqui não. Fechamos a conta e fomos para o hotel, tomar um bom banho e descansar pois as últimas 48h foram de lascar.

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 Mensagem não lidaPublicado: Ter Set 04, 2012 12:27 pm 
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Mensagens: 215Beozonte
Diário de bordo - Paris - Segundo dia

Após uma revigorante noite de sono, acordamos as 06h40minh com a intenção de tomar o café da manhã e colocar o pé na estrada bem antes das 07h30minh, mas as 07h00minh o céu estava completamente escuro, ainda era noite e desaceleramos um pouco.

Descemos para o café da manhã. Bem simples, simples mesmo, mas pelo que pesquisei é o normal na França. Cereais, iogurte, creme de leite, pão, croissant, presunto, geléia, chocolate, café e leite. Menos de 5 minutos após, chegaram duas moças falando português, minha esposa perguntou:

-Vocês são de onde?
-Belo Horizonte
-Nós também. Só falta ser do mesmo bairro!
-Nós somos do Buritis.
-Nossa nós moramos no Estoril
-Estoril apartamentos ou casa?
-Casa.
-Ué. Talvez você conhece meu pai. Tarcisio.
-Kkkkkk É meu vizinho de lado.

Encontrar brasileiro em Paris é mais fácil que Mineiro na praça 7, no mesmo hotel também é fácil. Mas encontrar com a filha do seu vizinho é o cúmulo da coincidência ou este nosso mundo é pequeno mesmo.

Após o café da manhã voltamos ao quarto para pegar o “Kit Turista”: Máquina, livro, mapa, GPS e no caso de Paris, guarda-chuva.

Saímos do hotel as 08h00min e seguimos rumo ao Museu Clonny. Estava fechado, só abriria as 09h30minh. Seguimos então para o Panheon. Também fechado, abriria as 10h00minh. Descemos então para conhecer os Jardins de Luxemburgo, vou mandar o Márcio Lacerda (Prefeito de Belo Horizonte) fazer um igualzinho em BH para fazer minhas caminhadas, nossa, o lugar é um parque maravilhoso em pleno inverno, no verão então deve ser uma loucura.

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As arvores estavam secas, mas não tinha sequer uma folha no chão, vários pombos e muito pouca sujeira deixada por eles, inúmeras cadeiras espalhadas para você colocar onde melhor lhe convier e apreciar a natureza, ainda existe um café, coreto, playground, quadras de tênis, fonte e inúmeras esculturas. Dentro do parque fica o Palácio de Luxemburgo, hoje Senado francês. Ficamos impressionados com a beleza e limpeza do lugar, impossível não pensar que isto seria impossível no Brasil, ao menos não dos dias de hoje.

Um detalhe que chegamos a conclusão no parque Jardins de Luxemburgo, francês é muito educado no que diz respeito a jogar lixo nas ruas. Existem inúmeras lixeiras (e elas possuem sacos de lixo que ninguém rasga) e todos depositam o lixo neles sem problemas, exceto por uma única coisa, o cigarro. Devem ser por ele ainda estar aceso e queimar o plástico nas lixeiras, mas é um absurdo a quantidade de guimba de cigarro na cidade. Já falei que todo mundo fuma nos cafés, mas já estou achando que é uma epidemia. Não me lembro de ver tanta gente fumando assim. Acho que neste quesito estamos mais evoluídos que os franceses. Aqui os não fumantes são a exceção.

Depois dos Jardins de Luxemburgo descemos a rua Bonaparte e fomos a Église de Saint Sulpice, ou Igreja do Santo Suplício. Grande e muito bonita. Possui obras maravilhosas e valiosas dentro. Impossível não se lembrar da obra de Dan Brown “O Código da Vinci” que tem uma de suas passagens dentro da igreja. Tirando os exageros da obra, fui direto procurar a linha de latão paralela aos meridianos e que atravessa próximo ao altar, terminando em um obelisco de mármore de 11 metros a direita do altar. Um sistema de lentes colocadas no teto refletia a luz do sol sobre a linha permitindo a marcação do meio dia solar em qualquer época do ano.

Depois de Saint Sulpice, fomos procurar os Macarrons do Pierre Hermé, não achamos de maneira alguma, pois eu não tinha o endereço e não achei indicações, como a língua francesa é uma grande barreira acabamos sem encontrar a loja. Agora (quando estou escrevendo este texto) verifiquei no Google Maps e quase morri de raiva, estávamos na porta dele (Rua Bonaparte) e não vimos.

Seguimos a rua Bonaparte e passamos em uma pâtisserie e comemos um quiche de queijo com sprite, muito bom. Estas pâtisseries são pequenas padarias rotiserries estão por todo lado em Paris, proliferam como os cafés e os fumantes (Tabachato hehehe).

Passamos em frente à igreja Saint Germain Des Pres mas não entramos, pegamos a Boulevard Saint German e seguimos sentido oeste, procurando o Hotel Dês Invalides. Um prédio imponente construído pelo Rei Luiz XV, para amparar seus heróis de guerra. Nele funciona o Museu das Armas, onde esta os restos de Napoleão Bonaparte. Só entramos no prédio, mas como a esposa já estava cansada não fomos ao museu.

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Paris é lotada de museus, tem de todo tipo e para todo gosto, mas não temos tempo para conhecê-los. Gostamos mais de conhecer os lugares, construções e cultura locais. Andar nas ruas e ver como os parisienses acordam, levam as crianças para a escola, se deslocam no transito, trabalham, voltam para casa, fazem suas compras e se divertem ao final de um dia qualquer.

Saímos do Hotel dês Invalides e atravessamos a esplanada em direção a ponte Alexandre III, muito bonita e ornada com estatuas douradas nas extremidades.

Passando a ponte vimos Le Grand e Petit Palais, dois grandes museus. Os prédio são muito bonitos, mas não estávamos muito animados a entrar. Chegamos a famosa Avenida Champs Elysées. Ali tínhamos que tomar uma decisão: Virar a esquerda e conhecer a melhor parte da avenida com suas lojas ou a direita e conhecer os Jardins de Tulieries e o Museu do Louvre. Decidimos pela saída à direita.

Os Jardins de Tulieries são enormes com uma fonte, cafés, esculturas, gramados. Ops é bem parecido com os Jardins de Luxemburgo, mas este tem menos arvores. No fim dele chegamos ao Arc Du Trionphe Du Carrousel, construído em homenagem ao grande exercito de Napoleão Bonaparte.

Logo em frente fica o Museu do Louvre, um prédio gigantesco com a entrada pela pirâmide de vidro. A primeira impressão é de que os parisienses têm razão em não gostar da pirâmide, pois ela destoa da arquitetura do prédio. Por outro lado, tudo ali já foi novo um dia e causou críticas. Um dia no futuro as pessoas vão olhar para aquela pirâmide e achar incrível.

O museu é super organizado na entrada. Guichês para compra de tickets, informações e seção para guardar casacos e guarda-chuvas. Como chegamos com muita fome, fomos direto para o Café Du Louvre, um restaurante que fica dentro do museu. A refeição? Bom, foi o pedaço de carne mais caro que comemos. Um bife grande com uma salada de alface com rúcula e molho inglês, um creme de milho temperado e batatas fritas. Preço? EUR$20,00, praticamente um bife por R$50,00.

Acabamos a refeição, compramos as entradas e fomos andar no Museu. Antes de ir eu vi que você pode ficar uma semana dentro do Louvre e não conhecer ele todo. Agora eu posso falar. É a mais pura verdade. O lugar não é grande é gigantesco. São salas e mais salas e em cada uma infinidade de pinturas, esculturas, artefatos e tudo mais que você possa imaginar. Para falar a verdade se você quiser saber tudo que tem no Louvre e sua origem pode reservar mais de um ano de sua vida.

Logo na entrada vimos às esculturas francesas, depois os aposentos de Napoleão Bonaparte, onde é impossível não ficar embasbacado com o luxo, descemos até o térreo e fomos ver o Louvre Medieval, são as fundações do prédio como foram feitas na idade média. Depois caímos nas salas das antiguidades egípcias, obras com mais de dois mil anos e em perfeito estado de conservação. Neste ponto do museu eu fiquei meio intrigado em perceber que todo aquele acervo deveria, por direito estar no museu do Cairo, mas como diriam os franceses, “Cést lá vie mon die”. Logo em seguida voltamos para as antiguidades gregas, aonde vimos a Vênus de Milo. Passamos direto até a Vitoria de Samotrácia e viramos para a sala da Monalisa, achei super sem graça, o quadro bodas de Caná que fica na mesma sala é espetacular e para que não entende nada de arte como eu, muito mais interessante. Logo depois da sala da Monalisa, fomos ver a obra Sagração do Imperador Napoleão, também magnífica, tanto ela como a Bodas são painéis com mais de 5 metros de altura com uma pintura cheia de detalhes maravilhosos. Ainda vi um quadro que não sei nem o nome, mas que achei incrível como parece real.

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Neste ponto do dia a gravidinha já estava quebrada mesmo e se arrastando e consigo o barrigão. Então como já tinha visto as obras principais dentro do Louvre e como não sou assim tão fã de museu, fomos embora, pois já eram 17h20min e tínhamos saído do hotel as 08h00min.

Resolvemos ir para o hotel de metro para saber como funciona. Fiquei embasbacado. O metro vai de qualquer lugar para qualquer lugar por um ticket de EUR$ 1,27. Pontual, rápido e impressionante. Morri de inveja dos franceses, se tivesse metro assim em Belo Horizonte eu nunca mais sairia de carro.

Chegamos ao hotel as 18h00min. Minha esposa tomou um banho e apagou para descansar. Por volta das 20h00min eu sai e fui até uma Petisserie comprar Quiche de Emental (queijo) e Croisant. Depois fomos preparar o roteiro para o próximo dia e bater papo via Google Talk com as crianças.

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 Mensagem não lidaPublicado: Ter Set 04, 2012 12:30 pm 
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Mensagens: 18491
Administrador
Vi que você está adicionando as fotos na galeria. Legal!

Parabéns! Estou acompanhando!

_________________
Participe do nosso grupo no Telegram. Entre agora mesmo, pois estamos Falando de Viagem: https://t.me/falandodeviagem


 Mensagem não lidaPublicado: Ter Set 04, 2012 12:51 pm 
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Mensagens: 790Chapecó/SC
Suas postagens estão enriquecendo muito o site, parabéns MarcoBacalhau!


 Mensagem não lidaPublicado: Ter Set 04, 2012 2:19 pm 
Mensagens: 291
Muito bom mesmo! Acompanhando!


 Mensagem não lidaPublicado: Ter Set 04, 2012 3:22 pm 
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Mensagens: 215Beozonte
Valeu pessoal. Obrigado pelo incentivo.
Mais tarde coloco o terceiro dia.


 Mensagem não lidaPublicado: Ter Set 04, 2012 3:37 pm 
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Mensagens: 73Arapiraca - AL
Incrível! *-*


 Mensagem não lidaPublicado: Ter Set 04, 2012 4:28 pm 
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Mensagens: 215Beozonte
Diário de bordo - Paris - Terceiro dia

Acordamos como de costume antes das 07h00min e o céu ainda estava escuro, mas apesar disto estava limpo e o sol prometeu nos brindar durante todo o dia. Alias, nesta época do ano o sol em Paris, aparece por volta das 08h00minh e as 18h00minh já foi embora, com o detalhe de nunca ficar a pino, ou seja, 12:00h já está com cara de sol das 16:00h no Brasil.

Tomamos nosso “petit dejeuner” as 07h30min e as 08h00min saímos para nossa caminhada matinal. Seguimos a pé em direção Place da La Bastile, que não apresenta muito para se ver, além de um trânsito intenso e um monumento em honra a Revolução de Julho de 1830.

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Da praça da bastilha entramos na Rue Saint Antoine para encontrar a Place Dês Vogues. Lugar muito bonito, mas acredito que o charme deve ser mesmo no verão. Um local rodeado por uma construção única, como um condomínio e com uma enorme praça do centro. Nunca vou esquecer deste lugar (você vai enteder).

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Saímos da Place dês Vogues e seguimos rumo a Rue de Rivoli onde desejávamos encontrar algumas lojas e fazer compras, principalmente um tênis para a minha esposa que estava sofrendo com o sapato.

Entremos em uma loja chamada Foot Looker. Lá dentro do nada encontro com o Bruno Monogolo um companheiro de off-road e sua esposa. Nossa, achar brasileiro em Paris é fácil, mas isto está ficando muito estranho hehehehe. Trocamos figurinhas, registramos o evento e combinamos de nos encontrar logo mais. No meio da conversa vi que o Bruno estava com o GPS e ainda falei com ele “eu também estou com o meu”, coloquei a mão no bolso e não achei, pensei que estava na mochila e larguei para lá. Despedimo-nos e ficamos de trocar mensagens mais tarde para um jantar.

Saímos da loja e fomos procurar outra, pois ali não tinha um tênis que servisse. Um quarteirão depois encontramos um tênis que atendesse. Voltamos na Foot Looker para comprar uma palmilha de silicone mais confortável.

Depois desta loja passamos na Torre Saint Jaques, que faz parte do caminho de compostela, onde os peregrinos passavam na Igreja. Ela foi demolida restando apenas sua torre que foi restaurada.

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Continuando nosso passeio, passamos na BHV da Rua Rivoli, uma loja de departamento bem legal, foi ai que minha esposa pergunta; Aonde vamos depois? Procurei meu GPS e nada.

Perdi!

Fiquei pensando aonde eu poderia tê-lo deixado. Lembrei-me que a última vez que o usei foi antes de chegar a Place Dês Vogues e nela eu me sentei em um banco para tirar uma foto. Olhei na câmera e vi com enorme tristeza o GPS caído no chão embaixo do banco.

Pagamos a conta na BHV e voltamos a Place Dês Vogues. A chance de encontrar o GPS era muito pequena, mas pior seria não saber se ele estava lá, pois a praça estava vazia. Voltamos e não encontramos nada. Fiquei meio jururu o resto dia, mas fazer o que segue a vida. Repare na foto abaixo.

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Já estava ficando tarde e passamos em uma loja do Subway para comer alguma coisa. Depois passamos novamente pela Rue de Rivoli fazendo mais algumas compras até a altura da ilha de lá cite, aonde viramos para passar na Catedral de Notre Dame.

A Catedral é realmente maravilhosa, principalmente pelo lado de fora. Seu interior também é lindo, mas considerei muito pomposo. Do lado de fora estava muito cheio. Cheio mesmo e ainda tinha uma boa fila para subir as escadarias. Como a patroa não está podendo subir escadas e eu não estava muito a fim. Deixamos a escalada de Notre Dame para outra ocasião.

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Saímos de Notre Dame e fomos ao hotel, descansar um pouco a gravidinha. Depois saímos em direção a Église de Madaleine, Igreja católica maravilhosa, com enormes colunas e que por uma grande coincidência quando lá chegamos estava terminando uma missa de corpo presente, acreditamos de alguém ligado ao exército, pois tinha guarda de honra e tudo mais.

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Saímos dali e seguimos rumo a Place Vendome. Lugar maravilhoso e nitidamente de alto nível. Lojas de grife internacional, carros maravilhosos e muitos policiais, pois tinha algum chefe de estado hospedado no Hotel Ritz que fica na praça.

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De Vendome, passamos em frente à academia de música francesa, onde tinha uma trupe fazendo um som bem bacana em meio ao transito complicado de Paris. Rodeamos a Academia e passamos em frente a Opera de Paris (Garnier) até chegar as Galerias Lafaiete, afinal é dia de compras.

A Galeria Lafaiete é enorme. Sete andares com de tudo, um pouco. Muita pompa, mas os preços não são tão baratos. Porém algumas pessoas parecem que não se dão conta disto e gastam a rodo. Detalhe bacana é subir até o terraço e avistar um por de sol maravilhoso com a Torre Eifel à frente. Vale muito a pena.

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Saímos de lá e pegamos o metro rumo ao Quarier Latin, bairro onde estamos hospedados. Como o Bruno ainda não tinha dado sinal e a fome apertou passamos no café Petit Cluny, e comemos um delicioso, porém ardente, filé mignon ao molho mostarda, depois voltamos para o hotel, pois já estava tarde e as pernas nem respondiam ao comando.


 Mensagem não lidaPublicado: Ter Set 04, 2012 7:20 pm 
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Mensagens: 215Beozonte
Diário de bordo - Paris - Quarto dia

Após as atividades matinais costumeiras, saímos rumo a Torre Eiffel. O dia estava horrível, muito frio mesmo. Pegamos o metrô já com uma desenvoltura típica de parisiense. Desembarcamos próximo a Escola Militar e o Campo de Marte. É um lugar lindo e que com toda certeza deve ser palco de inúmeros piqueniques durante o verão. Como é inverno atravessamos direto rumo a torre.

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Quanto mais perto da torre chegamos, mais emoção. Impossível. Sabemos que é apenas um monumento, mas é um monumento maravilhoso e conhecido em todo mundo. Difícil não pensar “Nossa vou finalmente conhecer la dame de fer”. Chegamos a parte inferior as 8:25min e já tinha uma fila enorme para comprar ingresso e subir. As 09h30min abriram os guichês e demorou cerca de 30 minutos para comprarmos nossos ingressos e mais 30 minutos para conseguir subir a torre, pois você pega um elevador até o primeiro andar e depois outro elevador te leva até o topo.

Demorou mas valeu à pena. A vista é maravilhosa e mesmo com o frio de cortar tiramos várias fotos. Do alto da torre a vista é plena e privilegiada. Recomendo a todos. Depois das fotos descemos até o primeiro andar para tirar mais fotos. O frio era tanto que tomamos um café para esquentar o pulmão. Descemos da torre já eram 11h30min, duas horas para conhecer a torre e a certeza que se não chegássemos cedo demoraria muito mais.

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Saímos da torre. E seguimos rumo aos Jardins Du Trocadero, tiremos algumas fotos, mas não demoramos pois começou a cair uma garoa fina e um vento cortante estava congelando até os ossos.

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Entramos na Rue Kleber em direção ao Arco do Triunfo. Simplesmente maravilhoso. Sem dúvida uma das mais belas atrações da cidade. Atravessamos o túnel que leva ao centro da praça para vê-lo de perto, mas não animamos a subir os degraus e depois da vista da Torre Eifel, qualquer vista seria desprezível.

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Saímos do Arco e descemos a Avenida Champs Elisée. A avenida é muito bonita e estava completamente lotada de turistas e de parisienses por ser um sábado. Fizemos algumas compras e depois de muito sofrer compramos luvas e gorro. Quando chegamos a parte que já tínhamos conhecido, depois do Grand Palais, pegamos o metrô para voltar ao hotel.

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Como ainda queríamos conhecer a loja da Apple, saímos novamente e fomos até a loja próximo as Galerias Lafaiette. Visual muito diferente, prédio antigo com os equipamentos dispostos em ilhas. Logo solicitamos ajuda e uma pessoa falando português nos atendeu. Fizems nossa compra e fomos passar nas Galerias Lafaiete novamente para comprar algumas lembranças.

Já marcavam 20h00min quando chegamos ao hotel e fomos jantar em um restaurante próximo. O Palais, muito pequeno, mas com um garçom muito atencioso e uma comida bem gostosa.

As 09h40min já estávamos no hotel preparando as malas para viajar para Londres. Pois o traslado buscaria as 07h00min em direção a Gare Du Nord.


 Mensagem não lidaPublicado: Ter Set 04, 2012 7:34 pm 
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Mensagens: 215Beozonte
Comentário sobre Paris

Paris tem charme. Não digo moderna. É sobretudo elegante.

Recomendo ir a todos os vários monumentos.
Mas recomendo acima de tudo sair andando por Paris. Ver a cidade acordando e dormindo. É fantástico!

Ficou um desejo para a próxima visita (que certamente ocorrerá): Sentar em um café da Champs Élysées e ficar vendo a cidade entardecer.

Certamente para que ama museus, Paris exige uma estadia muito maior. Em nosso caso foi (como disse uma amiga) o suficiente para estabelecer que Paris fará parte de qualquer viagem a Europa.


 
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