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Alter do Chão

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 Mensagem não lidaPublicado: Ter Nov 19, 2019 10:08 am 
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Se você está buscando um destino de experiência, Alter do Chão certamente é uma das melhores opções nacionais com esse perfil. Seja para aproveitar praias deliciosas de água doce, para imergir na cultura ribeirinha ou desbravar toda a beleza e energia da floresta Amazônica, em Alter é possível provar um pouco de tudo.

Para começar a programar o que fazer na sua viagem a Alter do Chão é preciso considerar dois pontos importantes:
- A maioria dos passeios de Alter tem um trajeto em comum: o rio. Por isso, os meios de transporte mais usados para ir de um lugar a outro são barcos e lanchas. Logo, quanto mais próximo ficar hospedado do rio, mais fácil a logística;
- A época da viagem influencia muito que tipos de paisagem você vai ver em Alter do Chão, por isso diferenciamos as principais atrações de Alter de acordo com o período do ano.

Leia também: Como ir para Alter do Chão

Fevereiro a junho

O primeiro semestre do ano, principalmente de fevereiro a junho, é considerado a baixa temporada de Alter do Chão. Principalmente porque é a época de chuvas e as famosas praias da região estão submersas. Esse período é chamado de inverno amazônico e as águas do rio podem subir até 8 metros de altura em relação ao período seco. Nessa época do ano ainda é possível aproveitar os passeios pelo rio, conhecer as comunidades ribeirinhas que se estabelecem junto ao Tapajós e o Arapiuns e é também a época de maior esplendor da floresta Amazônica.

Os principais passeios nessa época são: o Canal de Jari, onde é possível ver vitórias-régias e muitos animais amazônicos, e a Flona (Floresta Nacional do Tapajós). Para o passeio pela Flona, o mais comum é usar a comunidade de Jamaraquá como base de apoio. O passeio da Flona Jamaraquá tem uma trilha com cerca de 9km de extensão.

Outra opção, é fazer a Flona com base na comunidade Maguari, onde é possível conhecer a "Vovozona" - como é chamada a sumaúma gigante mais famosa da região. Ela tem mais de 1.000 anos e são necessárias 30 pessoas dadas as mãos, para abraçá-la. Para chegar nela é preciso percorrer uma trilha de 16km. Ao longo dos passeios pela Flona, independentemente da comunidade, é possível tomar banhos em igapós e igarapés e interagir com comunidades indígenas que estão estabelecidas na floresta.

Outro passeio que tem o seu auge durante o inverno amazônico é a Floresta Encantada. Após um trajeto de lancha até a floresta, os visitantes são transferidos para uma canoa pequena, que vai adentrando a vegetação amazônica e revelando paisagens únicas, além de proporcionar grande contato com a fauna regional. A canoa avança bastante pelo emaranhado de vegetação. A Floresta Encantada fica em uma parte do Lago Verde.

Esses passeios não param de ser feitos na época seca más há diferenças. Na Floresta Encantada, por exemplo, avança-se muito menos quando o rio está baixo. Uma opção comum é contratar passeios que combinem algumas dessas atrações com 1 ou 2 praias que começam a surgir na rota, durante o verão amazônico.

Se fizer um bate volta em Santarém ou aproveitar para conhecer a cidade antes ou depois de conhecer Alter, não deixe de ir ao Mercado do Peixe para ver os botos que ficam no rio. Na época das cheias do rio eles estão em maior número e dão saltos ainda mais altos. No verão amazônico dá para ver também, mas em menor quantidade.

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O Mercado do Peixe está ao lado do Mercadão 2000, que vende todo tipo de produtos da gastronomia local. Vale a pena conhecer a variedade de coisas tão diferentes, que só tem no Pará, como o Jambu. Esse passeio não tem diferença entre ser feito na época das chuvas ou na época seca.

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Julho a janeiro

De julho a janeiro, mas principalmente entre agosto e dezembro, Alter do Chão ganha as paisagens que a deixaram conhecida: as praias de água doce. Esse é o período considerado a alta temporada da região. A praia mais famosa de Alter é a Ilha do Amor. Ela fica em frente a vila e dá para ir por conta própria. É necessário apenas pagar um barqueiro na hora para atravessar até a ilha. Esse trajeto leva menos de 3 minutos e custa R$ 5,00 (pelo barco). Quanto mais seco está o rio, mais a ilha aparece. Quando o nível do rio chega no seu nível mais baixo, em meados de novembro, é possível atravessar a pé do vilarejo até a ilha.

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A Ilha do Amor fica submersa durante o inverno amazônico e só aparece na época das secas, por isso não é possível construir nenhum tipo de saneamento básico. Só há banheiros químicos. Várias cabanas se erguem durante a seca e há estrutura para refeições completas, bebidas, mesas e cadeiras.

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A programação na Ilha do Amor é sentar-se em alguma das cabanas e relaxar. Dá para alugar caiaques e SUP e até dar uma volta de banana boat. As cabanas ficam viradas para o Lago Verde e é onde se concentram as atividades de lazer que se encontra na ilha. Do outro lado, por onde você terá chegado com o barqueiro, ficam normalmente pessoas que preferem estender sua canga e ficarem fora das cabanas. É desse lado, virado para o Rio Tapajós que se tem a bela vista do pôr do sol. Uma curiosidade é que há um músico que toca saxofone e de vez em quando aparece na ilha para embalar o pôr do sol com a sua música.

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Outro passeio famoso é um tour por outras belas praias da região. É comum combinar, por exemplo, visita a Praia de Caxambu, depois visita a Praia de Pindobal e finalizar com um pôr do sol na Praia de Muretá. Dá para ver o pôr do sol da Praia de Pindobal também.

A outra combinação comum é a visita a praia de Ponta das Pedras com um almoço na praia de Carapanari, onde está o restaurante Casa de Saulo - um dos melhores de toda a região. A comida é muito boa, o clima agradável e os preços justos, considerando a qualidade de tudo que é servido.

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Para finalizar, os passeios levam a ponta do Cururu, onde se tem mais um pôr do sol incrível a beira do rio. Tanto a praia de Ponta das Pedras como a de Pindobal tem estrutura de cabanas. Além das praias mais famosas, outro passeio que só é possível fazer no verão amazônico é visitar os bancos de areia que imergem no meio do rio Arapiuns e formam praias desertas, sem nenhuma estrutura. As praias, nesse formato, que se tornaram mais conhecidas são a Ponta do Jutuba e a Ponta Grande.

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Para conhecê-las o ideal é combinar as paradas com o barqueiro após uma visita a comunidade ribeirinha de Coroca. Na comunidade é possível ver a criação de tartarugas gigantes e abelhas sem ferrão, típicas da região amazônica, conhecer o trabalho artesanal de trançado de palha e o estilo de vida da comunidade que fica a 4 horas de barco de Alter ou Santarém. Os moradores da comunidade são muito receptivos e passam muito de suas tradições e histórias para os visitantes. Eles mesmo organizam o almoço, com jeito caseiro. É um passeio muito enriquecedor. Com certeza, uma experiência imperdível, independente da época da visita. Para esse passeio é preciso ir de lancha rápida, que diminui o tempo de trajeto entre Alter e a comunidade para 1h30 (em cada trecho).

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Além dos passeios ligados a toda beleza natural que circunda Alter do Chão, não deixe de conhecer alguns lugares ligados a cultura paraense, como assistir a uma apresentação de Carimbó, visitar uma produção de açaí ao natural ou do preparo do famoso tacacá. A comunidade que abre as portas para o visitante conhecer a produção do açaí é a de Santa Luzia. Se quiser ver a produção de farinha, busque pela comunidade de Irurama. Já se quiser degustar o tacacá, conheça a comunidade de São Braz.

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Um passeio que acontece em noites específicas e é, também, uma grande experiência, é uma noite de Piracaia. Uma tradição da região que consiste em um luau com jantar na beira da praia de Ponta das Pedras. O peixe é assado no chão e servido com molho e farofa, para se comer com as mãos, sentados na areia. Para animar a noite, muito carimbó e caipirinha.

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Caso sua visita aconteça no período do Çairé (terceira semana de setembro), planeje bem os passeios devido à alta ocupação da cidade e das praias, para tentar fugir um pouco do fluxo dos visitantes. Ou programa-se para ficar alguns dias após o festival.

Todos os passeios, se contratados de forma privativa, garantem certa flexibilidade na combinação de praias e atrações. Tudo dá para ser negociado com o barqueiro na hora de fechar os passeios. Já se entrar em grupos das agências, é mais difícil mudar alguma parte do trajeto. No centrinho de Alter há diversas agências de passeios e é lá que está a ATUFA - Associação de Turismo Fluvial de Alter do chão – onde é possível conseguir a indicação de bons barqueiros.

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Leia também: Vacinas e recomendações para viagens à Amazônia

Quantos dias ficar em Alter do Chão?

O ideal é curtir as praias com tranquilidade e ficar cerca de uma semana, mas dá para aproveitar o principal de Alter do Chão a partir de 5 noites, com 4 dias inteiros na vila. Menos do que isso costuma não valer a pena pelo investimento e deslocamento até a região.

Vale a pena viajar para Alter do Chão?

Alter do Chão merece todo o destaque que tem ganhado na mídia. É um destino especial, único e cheio belezas naturais. Certamente é um lugar para ir mais de uma vez e conhecer as diversas facetas que ele pode nos revelar. A dica é se programar para ir o quanto antes, pois como está ficando cada vez mais conhecida, toda a peculiaridade de Alter pode ficar em risco se o turismo em massa chegar lá.

Além disso, entenda se é um destino para o seu perfil de viajante. Abra mão de luxos em troca de um contato genuíno com essa região tão cheia de cultura, belezas naturais e tradições. Sem dúvida, é um destino que deve entrar na lista de quem quer explorar a diversidade do Brasil.

Boa viagem!

Texto e fotos: Sara Meirinho.

E você, conhece Alter do Chão? Quais passeios fez? Gostou? Recomenda? Conte para nós a sua experiência!

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 Mensagem não lidaPublicado: Ter Nov 19, 2019 1:58 pm 
Mensagens: 793
Que destino maravilhoso! O Pará é um dos lugares que eu mais quero conhecer no Brasil.

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http://fdv.im/ManuCaldas


 Mensagem não lidaPublicado: Seg Nov 25, 2019 11:29 am 
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Mensagens: 5517
Essa região é fascinante e está na wish list de pouquíssimas pessoas.

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http://fdv.im/JulianaMagalhaes


 Mensagem não lidaPublicado: Seg Nov 25, 2019 12:20 pm 
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Eu realmente não conhecia a região antes das matérias do FDV. Mas achei lindo e fiquei com muita vontade de conhecer.

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