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Suíça

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 Mensagem não lidaPublicado: Dom Jan 10, 2021 7:07 pm 
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Vista do Hôtel Victoria para o Lago Léman, em Glion, perto de Montreux

Ocupando uma pequena porção de território na Europa, a Suíça é um dos países mais completos e variados do Velho Continente. Podemos dizer que são praticamente três nações dentro de uma só: a Suíça germânica, a italiana e a francesa, cada qual com suas características únicas. Foi na parte francesa (mais precisamente, nos cantões de Vaud e Genebra) que decidimos focar nossa estadia na Suíça, como parte de uma grande eurotrip de verão. Claro que você pode dedicar um roteiro apenas para as "três" Suíças, mas também é perfeitamente possível escolher uma delas como parte de um itinerário maior, que agregue outros países vizinhos.

No nosso caso, estávamos vindo da França, seguindo rumo à Áustria. Com a Suíça bem no meio do caminho, era natural que acabássemos parando lá. Muito mais do que um ponto de pernoite, escolhemos a Suíça Francesa para uma estadia de 5 dias completos, explorando as melhores atrações desta região. Assim, chegamos ao que seria um roteiro de carro ideal por aquelas bandas. Embora a maioria dos viajantes associe a Suíça a viagens de trem, graças ao excelente sistema ferroviário nacional, também é possível (e bastante agradável) conhecer as belezas locais sobre quatro rodas.

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Vista para o Lago Léman, na região do Castelo de Chillon

Se você ainda tem dúvidas disso, vale dar uma lida no roteiro abaixo. Lembrando que se trata de um roteiro de verão, perfeito para ser feito nos meses de calor, e para ser encaixado no meio de uma road trip.

Quanto tempo ficar?

Com uma ótima variedade de atrações, seria possível ficar mais de uma semana explorando cada canto da Suíça Francesa. Mas como a maior parte dos viajantes possui um calendário mais enxuto, muitas vezes é necessário condensar o itinerário. Pensando nisso, elaboramos mais abaixo aquele que seria o roteiro ideal de 5 dias pela região. Se você tiver mais tempo, vale a pena ficar pelo menos 7 dias, incluindo alguns passeios bate-volta para outras regiões suíças, como a linda cidade de Berna, já na Suíça Alemã.

Quando ir para a Suíça Francesa?

Há atrativos para todas as épocas do ano. O roteiro abaixo é pensado principalmente para os meses do verão europeu (entre junho e setembro), mas também pode ser aproveitado na meia-estação, em abril, maio e outubro. Durante o inverno, o foco muda, passando a ser mais nas estações de esqui do que propriamente nas cidades às margens do Lago Léman. A escolha de quando ir depende, portanto, do seu perfil e do objetivo da viagem.

Como chegar à Suíça Francesa?

Se sua viagem for focada na Suíça, há diversas maneiras de acessar o país de avião, sendo a mais fácil delas pela Swiss, que tem voos diretos para Zurique saindo de São Paulo. De Zurique, você pode seguir de avião, de carro ou de trem até a Suíça Francesa. Também é possível viajar por outras companhias europeias, com conexão em outros pontos do continente, como Air France, como conexão em Paris, KLM, com conexão em Amsterdã, e TAP Air Portugal, com conexão em Lisboa.

Outra alternativa é se você, como nós, estiver vindo de caro de algum país vizinho. Neste caso, basta atravessar a fronteira e comprar o vignette, selo de pedágio que você cola no para-brisa do carro, e que permite trafegar pelas estradas suíças. Ele pode ser comprado nos postos de fronteira, em lojas de conveniência de postos de gasolina, ou pela internet, através deste link. Custa 40,00 francos suíços. O selo é válido por um ano. Se você alugar o carro dentro da Suíça, ele provavelmente já virá com o vignette. As estradas suíças possuem excelentes condições, e observar as paisagens verdes, com as famosas vaquinhas suíças, é parte integrante do passeio.

Onde se hospedar na Suíça Francesa?

Embora repleta de atrações, a Suíça Francesa ocupa uma pequena extensão territorial. Você pode fazer base em apenas uma cidade, mas para que os deslocamentos sejam mais curtos e você possa curtir mais a fundo cada lugar, achamos legal dividir a estadia entre duas cidades ao redor do Lago Léman (ou Lago Genebra), onde estão as principais localidades turísticas da região, e onde costumam se concentrar as atividades de verão (não à toa esta área é apelidada de "Riviera Suíça"). Recomendamos dormir 2 noites em Lausanne ou Genebra, e 3 noites em Montreux. Embora o roteiro abaixo não se limite a elas, estas são as 3 principais cidades do circuito, com as melhores e mais variadas opções de hospedagem.

Roteiro de 5 dias na Suíça Francesa

Desconsiderando os dias de chegada e partida, e baseado em nossa própria viagem para lá, esta seria a combinação perfeita que pensamos:

Primeiro dia: Genebra:

Esteja você hospedado em Lausanne ou em Genebra, vale a pena dedicar um dia inteiro para a principal cidade da Suíça Francesa. A primeira parada do dia pode ser feita num dos mais icônicos pontos da cidade: a sede europeia da ONU (Organização das Nações Unidas). Se você estiver em Genebra entre segunda e sexta-feira, poderá fazer um tour guiado pelo Palácio das Nações Unidas (dura cerca de 1 hora, com tours em inglês às 10h30, às 12h00, às 14h30 e às 16h00, e em francês às 14h30; para tours em outros idiomas, é preciso entrar em contato diretamente com o local, na manhã de sua visita). Mais informações sobre preços e ingressos aqui.

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Mesmo que não dê para visitar o palácio por dentro, vale a pena observar sua bonita arquitetura por fora. A construção está situada no agradável Ariana Park, onde é possível fazer uma gostosa caminhada se o dia estiver bonito. Em frente ao Palácio das Nações Unidas, fica uma das mais simbólicas esculturas do mundo: a Broken Chair. Projetada pelo artista suíço Daniel Berset, e construída pelo carpinteiro Louis Genève, trata-se da reprodução de uma enorme cadeira, com mais de 10 metros de altura, com uma de suas pernas serradas. A obra foi feita em 1996, como forma de protesto contra a utilização de minas terrestres em diversas guerras. A cadeira perneta permanece lá até hoje, como um lembrete da fragilidade da paz mundial, sempre ameaçada pela intolerância, tirania e violência.

Tempo necessário: 1 hora e meia com o tour pelas Nações Unidas (meia hora sem o tour).

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Não é só a ONU que está sediada em Genebra. Quase em frente ao prédio das Nações Unidas, está o Museu da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, dedicado a esta importante organização internacional. Nele, é possível fazer uma imersão na história da Cruz Vermelha, desde os primórdios até a atualidade, de forma bastante interativa e educativa. Você verá todos os conflitos e guerras nos quais a Cruz Vermelha atuou, bem como sua valorosa participação em campanhas de prevenção e combate a doenças como a AIDS, além de seus projetos em países pobres. Vale muito a pena! Mais informações sobre ingressos e horários aqui.

Tempo necessário: 1 hora e meia a 2 horas e meia.

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À tarde, siga para o ponto mais agradável de Genebra: o Jardim Inglês (Jardin Anglais), às margens do Lago Léman. Além da agradável caminhada, é aqui que fica o L’horloge Fleurie, um lindo relógio de flores ao ar livre, composto por mais de 6.500 plantas e arbustos, que são trocados a cada estação.

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Continuando a caminhada após o Jardim Inglês, vem a Quai Gustave-Ador, um agradável boulevard à beira do Lago Léman. É esta via que leva até o famoso jato d’água de Genebra (Jet d’Eau), uma enorme fonte bem no meio do lago, que se tornou o principal cartão-postal de lá. O enorme jato mais parece um gêiser. Ele é tão alto, que pode ser avistado até quando se sobrevoa a cidade.

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Uma maneira bem legal de percorrer esta área é com o Petit Train, um simpático trenzinho que dá uma volta completa de 30 minutos pelo boulevard e pelo lago, passando pelos principais pontos turísticos de lá, com narração eletrônica em francês e inglês, e paradas em 4 estações ao longo do caminho. Outra ideia é fazer um tour de barco pelo Lago Léman.

Veja os valores dos tickets do Petit Train aqui. Eles devem ser adquiridos na estação Jardin Anglais.

A região ao redor do Jardin Anglais e do L’horloge Fleurie, principalmente nas cercanias da Place du Molard, é a principal zona comercial de Genebra, estando repleta de restaurantes e de lojas como Zara, Apple, H&M, além de grifes de luxo. É um bom local para almoçar/jantar, com vista para o lago ou observando o movimento da rua. Ali perto, fica localizada a Catedral de São Pedro de Genebra, igreja protestante histórica. Quem tiver disposição para subir os quinhentos degraus de sua torre será contemplado com uma bonita vista panorâmica da cidade e do Lago Léman.

Se o clima não estiver favorável ou se estiver com tempo sobrando, Genebra oferece uma ampla gama de museus que você pode visitar. Tem para todos os gostos e perfis: museu de arte, de história natural...

Tempo necessário: o tempo que julgar necessário. É possível passar somente uma hora aqui, como também é possível ficar o dia todo.

Segundo dia: Lausanne e Lavaux (a região vinícola da Suíça Francesa):

A 45 minutos de carro de Genebra, seguindo na direção leste do Lago Léman, está a agradável cidade de Lausanne. Durante o verão, o Lac Léman se torna parte integrante do cotidiano local, com pessoas caminhando, pedalando e praticando exercícios ao longo do Quai d’Ouchy, boulevard que margeia o lago.

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Lausanne também é a sede do Comitê Olímpico Internacional (COI). Não à toa, junto ao Quai d’Ouchy, fica o imperdível Museu Olímpico. Dentro de uma moderna estrutura, é contada de forma interativa toda a história dos jogos olímpicos, desde sua origem na Grécia Antiga até a atualidade, com exposição de objetos como a primeira bandeira olímpica, as tochas de todas as edições dos jogos desde 1936, os mascotes olímpicos, entre outros. Também é falado sobre as vidas dos atletas que fizeram história e a importância política e social das Olimpíadas e dos esportes em geral. São vários vídeos (alguns bem emocionantes), fotografias e objetos expostos, tornando a visita interessante para todas as idades e perfis.

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Mais informações sobre ingressos e horários de funcionamento aqui.

Na saída do museu, não deixe de passear pelo Jardim Olímpico, com esculturas gigantes ligadas aos esportes. De lá, há bonitas vistas para o Lago Léman.

Tempo necessário: 2 horas a 2 horas e meia.

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Saindo do Museu e do Jardim Olímpicos, você pode almoçar em um dos restaurantes à beira do lago. Não deixe de provar o delicioso sorvete da Glaces Veneta, que possui um ponto de venda na beira do lago, em frente ao hotel Château d’Ouchy. Além do sorvete, você também será brindado com lindas vistas.

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Se for de seu interesse, também é possível pegar um passeio de barco ou praticar esportes náuticos no Lago Léman.

Tempo necessário: o tempo que julgar necessário.

Dedique a parte da tarde para o distrito de Lavaux, a apenas 20 minutos de carro de Lausanne. Esta é a principal região produtora de vinhos da Suíça. A especialidade aqui são os vinhos brancos da uva Chasselas, com aroma frutado e bastante sutil, ideal para tomar num dia ensolarado de verão.

Mas não são só os vinhos que fazem a fama de Lavaux. O que mais atrai mesmo são as paisagens espetaculares, com os vinhedos debruçados sobre as encostas, em terraços de cultivo, com vista para o Lago Léman. A posição geográfica desta área possibilita uma maravilhosa junção entre o lago e a montanha, o que por si só já tornaria o cenário especial. Mas a tradição de cultivar os vinhedos, herdada dos monges que ali habitavam por volta do Século XI, torna tudo ainda mais bonito e romântico.

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A região de Lavaux, patrimônio histórico da UNESCO, é composta por diversos vilarejos: Cully, Lutry, Rivaz, St. Saphorin, Epesses, Chexbres, entre outros. Uma das melhores formas de percorrer esta área é com o Lavaux Express, charmoso trenzinho aberto que oferece tours de 1 hora, com belas vistas panorâmicas e parada para degustação dos vinhos típicos. Às terças, quintas e sábados, o passeio vai e volta de Cully, passando por Riex, Epesses e Dézaley; e às quartas, sextas e domingos, o tour vai e volta de Lutry, passando por Aran e Grandvaux.

A maioria dos tours sai no período da tarde. Preços, informações e horários atualizados aqui. Recomendamos reservar os tickets com antecedência pelo site. A retirada é no dia do passeio, na bilheteria do ponto de saída do tour.

Também é possível parar ao longo do caminho pela Route du Lac, estrada costeira que leva de Lausanne para Lavaux, em lojas e adegas de vinícolas locais. Entre elas, estão a Vinorama (a mais famosa e com a maior infraestrutura), e a Domaine Louis Bovard.

Tempo necessário: 1 hora e meia para o passeio de trenzinho (considerando o tempo para estacionar, retirar os ingressos e embarcar no veículo); caso queira rodar por conta própria pelos vilarejos e visitar algumas lojas e adegas, calcule mais 1 hora, pelo menos.

Leia também: Lavaux | Um passeio pelas incríveis paisagens vinícolas da Riviera Suíça

De volta a Lausanne no fim do dia, desta vez siga para a parte alta da cidade, onde está o Centro Histórico. Vale a pena dar uma olhada na Place de la Palud e na Catedral de Lausanne, em estilo gótico. Suba as Escaliers du Marché, escadaria de madeira do Século XIII ao lado da igreja, de onde se tem belas vistas.

Tempo necessário: meia hora.

Para finalizar, que tal provar a legítima fondue de queijo suíço? Um dos locais mais tradicionais em Lausanne para degustar essa famosa iguaria é a taverna Pinte Besson, existente há mais de 200 anos. Se fondue não for muito sua praia, o italiano Luigia é uma opção boa e barata para os padrões locais.

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Terceiro dia: Vevey e chegada em Montreux:

Hora de partir de Genebra ou Lausanne para a próxima base na Suíça Francesa: Montreux. Mas antes, há interessantes paradas pelo caminho. A 20 minutos de carro de Lausanne, fica Vevey, famosa por ser a sede da gigante multinacional Nestlé. Inclusive, quem tiver curiosidade, pode passar em frente à atual sede da empresa (Avenue Nestlé 55). Até 2019, havia um museu bacana sobre a história da marca, mas ele foi desativado.

Curiosamente, a atração mais interessante de Vevey não tem a ver com a Nestlé. Trata-se do imperdível Chaplin’s World, museu inteiramente dedicado à vida e obra de Charlie Chaplin. O genial artista passou os últimos anos de sua vida em Vevey. A antiga residência dele é aberta para visitação, sendo possível andar por seus cômodos. No mesmo terreno, em outra construção, funciona o excelente museu, com diversas salas interativas, com trechos de filmes e reprodução de cenários, misturando a vida de Chaplin e sua inigualável obra. Uma das atrações culturais mais interessantes da Suíça!

Clique aqui para saber sobre ingressos e horários de funcionamento.

Tempo necessário: de 2 horas a 2 horas e meia.

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Siga então para o Centro de Vevey, e aproveite para almoçar por ali. Apesar de ser uma cidade industrial, a parte central é bem agradável para uma caminhada. No meio do Lago Léman, fica a famosa escultura La Fourchette, um dos pontos mais fotografados de Vevey. Trata-se de uma estrutura metálica de 8 metros, imitando um garfo cravado no meio do lago. Ali ao lado, fica uma estátua em tamanho real de Charlie Chaplin.

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A escultura La Fourchette faz parte do complexo Alimentarium, considerado o primeiro museu do mundo inteiramente dedicado à alimentação. O local traz exposições e ensinamentos sobre a importância da comida para a saúde, bem-estar e cultura no mundo todo, sempre de forma lúdica e interativa. O museu fica na antiga sede da Nestlé, e conta ainda com um bonito jardim às margens do Lago Léman. Informações sobre ingressos e horários de funcionamento aqui

Tempo necessário: 1 hora e meia a 2 horas, considerando a visita ao Alimentarium.

Chegada a Montreux no final da tarde. Se em Lausanne, a sugestão é se hospedar na beira do Lago Léman, em Montreux, vale a pena ficar tanto na beira do lago (localização mais central), como também no alto da montanha (localização mais afastada), com uma linda vista da Riviera Suíça. Nós nos hospedamos no Hôtel Victoria, no município vizinho de Glion. Este hotel histórico, membro da associação de luxo Relais & Châteaux, oferece vistas espetaculares, com direito a uma gostosa piscina para relaxar um pouco.

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Quarto dia: Gruyères, fábrica de chocolate Cailler e Montreux:

Um bate-volta para tirar a barriga da miséria! Prepare-se para muitos queijos e chocolates! A quarenta minutos de carro de Montreux, fica um verdadeiro cenário de conto de fadas: Gruyères. É aqui que é fabricado o famoso queijo Gruyère. Pouco antes de chegar à cidade, é possível conhecer mais de perto o processo de produção do laticínio com uma visita à fábrica La Maison du Gruyère. Dentro do local, há um museu, uma grande loja de queijos, e até um restaurante (onde é possível pedir uma típica fondue).

Informações sobre ingressos e preços aqui. E sobre horários de funcionamento aqui.

Tempo necessário: 1 hora.

Saindo da fábrica, é hora de subir a montanha rumo à cidadezinha medieval de Gruyères. Não é permitido circular com o carro dentro do Centrinho da cidade. Você precisará deixar o veículo em um dos estacionamentos que ficam na subida da colina. São alguns bolsões, e conforme eles vão enchendo, a polícia local faz uma barreira, obrigando os motoristas a irem para o próximo estacionamento disponível. Em seguida, é preciso caminhar até o topo da colina, onde está localizada a cidadezinha.

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Gruyères é um cenário de conto de fadas. Parece até a vila de A Bela e a Fera. A atmosfera é incrível, e o fato da área ser fechada para veículos automotores torna a visita ainda mais agradável. Além de lojinhas e restaurantes dispostos ao longo da rua principal, vale a pena visitar o Château de Gruyères, castelo construído no Século XII como um forte medieval. Ricamente decorado, ele conta ainda com belos jardins e com lindas vistas para o vale ao redor.
Informações sobre preços e horários de funcionamento aqui.

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Outra atração popular em Gruyères é o HR Giger Museum, com obras do artista de mesmo nome, todas ligadas à temática alienígena. Vale a pena visitar pelo menos o bar anexo ao museu, decorado com reproduções de ossos e esqueletos humanos. Fica pertinho do castelo, na rua principal da vilinha. Informações sobre preços e horários de funcionamento aqui.

Antes de ir embora de Gruyères, pode ser uma boa almoçar na cidade. Há diversas opções ao longo da rua principal, a maioria de restaurantes de culinária típica suíça, com muitos pratos à base do queijo que dá nome à cidade, obviamente. Uma das mais famosas é o Chalet de Gruyères.

Tempo necessário: de 2 a 3 horas.

Leia também: Gruyères | Queijos, chocolates e um cenário de conto de fadas na Suíça

Saindo de Gruyères, é hora da sobremesa! A 10 minutos de carro, no município vizinho de Broc, fica a Maison Cailler. Trata-se da fábrica da Cailler (marca mais antiga de chocolates suíços ainda em operação, atualmente pertencente à Nestlé), aberta para visitação. O tour é interessante e interativo, contando a história do chocolate e da marca, sua aquisição pela Nestlé, e o processo de fabricação dos produtos. Há audioguias disponíveis em português. Ao final, há uma degustação de chocolates, e claro, uma loja, além de uma cafeteria.

Informações sobre preços e horários de funcionamento aqui.

Tempo necessário: 1 hora e meia.

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O bate-volta Gruyères + Cailler pode ser feito também de trem, através do tour Swiss Chocolate Train, passeio de 7 horas e meia sobre os trilhos, indo e voltando de Montreux, incluído no passe de trem Swiss Travel Pass. Como estávamos de carro, não tivemos esta experiência. Aqui há mais informações sobre o passeio.

De volta a Montreux, aproveite para passear um pouco pela orla deste elegante balneário. Uma das principais atrações daqui é o Casino Barrière Montreux. Junto dele, fica o Queen - The Studio Experience, pequeno e interessante museu localizado na antiga sede da gravadora Mountain Records. Foi aqui que a lendária banda Queen gravou um total de sete álbuns, incluindo o derradeiro, antes da morte de Freddie Mercury. O estúdio permanece preservado tal e qual na época das gravações. É um passeio bem rápido, e gratuito. Fica aberto diariamente, das 10h30 às 22h00. Perto dali, fica uma estátua em tamanho real de Freddie Mercury.

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Para o jantar, recomendamos uma refeição boa e barata, saindo um pouco da culinária suíça, no pub Barrel-Oak, com uma bonita vista para o Lago Léman.

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Quinto dia: Castelo de Chillon e Suíça Francesa à sua maneira:

Na primeira parte do dia, recomendamos seguir para uma atração imperdível, a apenas 5 minutos de carro de Montreux, no município vizinho de Veytaux: o Château de Chillon. Construído sobre um rochedo e debruçado sobre o Lago Léman, este castelo medieval fica em uma fortificação que data da Era Romana. Foram os Condes de Saboia que transformaram a então fortaleza em residência real. O local também já serviu como prisão e hospital de guerra, antes de tornar-se o monumento histórico mais visitado da Suíça.

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Vale muito a penas visitar o Château de Chillon, não só por sua importância histórica e seu ótimo estado de preservação, como também pela grandiosidade (são 25 edifícios unidos por passarelas, corredores e escadas), e pelas lindas vistas que se tem do castelo para o Lago Léman.

Informações sobre ingressos e horários de funcionamento aqui.

Tempo necessário: 1 hora e meia a 2 horas.

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Na segunda parte do dia, você pode utilizar o tempo sobrando para visitar alguma atração da Suíça Francesa que tenha o seu estilo. Está viajando com crianças? Uma opção bacana é o Swiss Vapeur Parc, em Le Bouveret, a 25 minutos de carro de Montreux. Trata-se de um interessante parque em miniatura, estilo Mini Mundo, dedicado aos trens a vapor, com reproduções de paisagens de diversos lugares.

Já se você faz o perfil aventureiro e quer se encantar com mais paisagens deslumbrantes, pode seguir para as montanhas. Muitas estações de esqui permanecem abertas durante o verão, possibilitando atividades adequadas a esta época do ano. Uma delas é a Rochers de Naye, a 20 minutos de carro de Montreux. Para uma experiência completa, siga para o Glacier 3000 (a 50 minutos de carro de Montreux), onde fica a Peak Walk, ponte de pedestres suspensa que liga o cume de duas montanhas dos Alpes Suíços. Você sobe até uma das montanhas de teleférico, e além da passarela, poderá se divertir com algumas atividades esportivas durante o verão. Mesmo nesta época do ano, é comum haver neve no topo. Informações sobre ingressos e horários de funcionamento aqui.

De volta a Montreux, um bom jantar para encerrar a passagem pela Suíça Francesa. Para um legítimo restaurante suíço, recomendamos o charmoso Le Museum, que serve entre suas especialidades fondues de carne e de queijo. Outra opção é o italiano Rouvenaz.

Satisfeito com tanta comida e tantas paisagens, é hora de seguir rumo ao seu próximo destino, com um gostinho de “quero mais”.

Conclusão

Uma região tão rica em paisagens, gastronomia e cultura como a Suíça Francesa merece um longo roteiro de viagem dedicado somente a ela. Na verdade, a Suíça como um todo, juntando suas três principais regiões (a francesa, a italiana e a alemã) é digna de um longo itinerário voltado apenas para este país. Muitas vezes, no entanto, esta nação aparece no meio de uma road trip, como ponto de passagem entre um país e outro. Foi o que aconteceu conosco. Resolvemos então focar em um pedaço apenas, a Suíça Francesa, e não nos arrependemos. Fomos surpreendidos a cada dia com paisagens de cair o queixo, cidades bastante charmosas, e atrações culturais incríveis.

Este é um roteiro voltado para quem está de carro (e com a ressalva de ser direcionado ao verão europeu), mas também é possível fazer todos estes trajetos e chegar a praticamente todos os locais mencionados de trem. Qualquer que seja sua escolha de transporte ou estação do ano, saiba que a Suíça Francesa irá te surpreender, e muito!

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Leia também:
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Boa viagem!

Texto e fotos: Fabio Calderon.

E você, conhece a Suíça Francesa? Fez um roteiro parecido com este? Conheceu lugares que não listamos? Conte para nós a sua experiência!

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 Mensagem não lidaPublicado: Seg Jan 11, 2021 10:19 am 
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Mensagens: 5987
Que roteiro magnífico.

O que mais me fascina é Gruyères que realmente parece conto de fadas, o castelo de Chillon e o lago. Tudo belíssimo.

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 Mensagem não lidaPublicado: Seg Jan 18, 2021 5:41 am 
Mensagens: 2144
Excelente roteiro!

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