
San Francisco Bay's Aquarium | Aquarium of the Bay.
Comecei a frequentar a praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, ainda na barriga da minha mãe. Ao nascer, os passeios no calçadão eram constantes. Depois de liberado pelo médico comecei a frequentar a areia e a agradável piscina de plástico.
Um mundo perfeito de diversão para uma criança!
Os anos foram passando, eu aprendi a andar com mais facilidade na areia e foi hora de me aventurar no ar. A água gelada e as fortes ondas não me intimidavam. Chegava na praia, tirava a roupa e já corria para o mar! Pegava jacaré e me divertia muito!
Certo dia sinto meu braço coçar e uma forte queimação. Corro para fora e minha mãe diz que provavelmente fui queimado por uma água-viva. O que? Ela então me explica sobre esse terrível animal aquático.
Ok, chega de brincar na água neste dia. Só areia!
No dia seguinte eu já nem lembrava mais do ocorrido. Brinquei, nadei e em certo momento a mesma sensação do dia anterior. Resultado: queimado novamente!
Os anos foram se passando, mas as queimaduras pela água-viva não. Antes de entrar no mar eu já ficava tentando vê-las. Lá dentro, ficava atento e de olho para ver se alguém havia se queimado.
Mesmo com tantos cuidados eu era queimado com frequência por elas. Fiquei com trauma!
Cada pessoa na praia dava uma dica para aliviar a queimadura, mas ninguém dava dica de como não ser queimado. Não entrar na água não vale!
Desde então, sempre que chego a um destino de praia que não conheço eu penso na água-viva. E sempre pergunto para os locais se elas são frequentes na região.
Não tenho medo de mergulhar com tubarões, voar em aviões teco-teco ou pular de bungee jumping. Tenho medo é de água-viva!





