Auschwitz-Birkenau: um triste e importante passeio pelos campos de concentração da Polônia
Enviado: Qua Jul 29, 2015 10:40 am

Visão geral
Localizados no sul da Polônia, mais precisamente na cidade de Oswiecim, a cerca de 70 quilômetros de Cracóvia, Auschwitz-Birkenau[/b] são dois campos de concentração distintos, sob a mesma administração, que funcionam em formato de um museu histórico e memorial, muito bem preservados, permitindo a entrada de milhares de visitantes diariamente.
Um dos episódios mais tristes da história da humanidade aconteceu no complexo: o massacre provocado pelos nazistas comandados por Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), matando cerca de 1,5 milhões de judeus, ciganos e prisioneiros de guerra.
A visita é parada obrigatória para quem está na Cracóvia. O intuito do museu é que a humanidade não se esqueça desse trágico lugar e dos fatos que ali aconteceram, além de uma mensagem para que os erros do passado jamais se repitam no presente e no futuro. O complexo foi declarado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.
Logo ao chegar já percebemos o grande número de visitantes no local. O complexo é uma das atrações mais visitadas em toda a Polônia. Por fora sequer podemos imaginar o ambiente sombrio que é o lado de dentro.


Algumas regras e procedimentos de segurança acontecem antes da entrada, onde é preciso passar por um raio-x.



Auschwitz I
O passeio começa ao passar pelo portão com infame slogan "Arbeit macht frei", que quer dizer "o trabalho liberta". A
liberdade na verdade nada mais era do que o caminho para a morte.

Curiosidade: o B da palavra Arbeit está invertido e muitos dizem que é uma forma de protesto.
Milhares de pessoas chegavam ali em trens vindos de toda Europa com uma esperança de trabalho e melhoria de vida, mas nada disso encontravam por lá. Aos poucos o guia vai esclarecendo a triste história de Auschwitz e os acontecimentos ocorridos ali.
Ao entrar nos blocos e salas e nos deparamos com cabelos dos prisioneiros, óculos, sapatos, roupas de crianças, malas, panelas e utensílios, brinquedos e até próteses que eram retiradas dos prisioneiros. Os lugares de execução, a sala de julgamento, única em que ainda há um retrato de Adolf Hitler, e o memorial fazem parte da visita que é emocionante!














Os retratos dos que ali passaram estão espalhados pelos corredores.

O paredão de execução com flores em homenagem às vítimas.

Auschwitz II: Birkenau
Quando o campo I e as edificações originais em alvenaria já não suportavam o volume de pessoas enviadas para lá, foi construído o campo II - Birkenau, a 3 quilômetros de Auschwitz I, e com dezenas de galpões de madeira onde as pessoas eram amontoadas em condições precárias.
A maioria dos prisioneiros morreram em Auschwitz-Bikernau. Eles chegavam em trens através do portão principal e eram separados em dois grandes grupos: os que iam trabalhar e os que seguiam diretamente para as câmaras de gás.
Eles tiravam a roupa, pertences e achavam que iam tomar um banho. Uma vez trancados em um dos quatro galpões com câmeras de gás, ao invés de água os dutos jogavam gás Zyklon B. A morte vinha em poucos minutos.
Os que trabalhavam tinham condições extremamente precárias e a morte era uma consequência, pois a fome, exaustão e frio eram extremos. De alguma forma poucos sobreviveriam para contar suas terríveis memórias.
Alojamentos, câmera de gás, crematório, o paredão e cercas com arame farpado por todos os cantos fazem parte do que era Auschwitz-Birkenau.

Eles vinham de toda a Europa em trens que aqui descarregavam sua "carga viva".





Funcionamento
O museu está aberto durante todo o ano, sete dias por semana, exceto nos dias 1º de janeiro, 25 de dezembro e no domingo de Páscoa.
- 08:00-15:00: janeiro e novembro.
- 08:00-16:00: fevereiro e outubro.
- 08:00-17:00: março e setembro.
- 08:00-18:00: abril e maio.
- 08:00-19:00: junho, julho e agosto.
- 08:00-14:00- dezembro.
Valor
A entrada no museu e instalações é gratuita. É necessário pagar para participar das visitas guiadas, que saem de tempos em tempos e com tradução através de um fone de ouvido para inglês, espanhol, francês e italiano. Estudantes abaixo de 26 anos de idade têm direito a preço reduzido. Os grupos com guia em inglês são mais comuns e saem a cada meia hora.
Na praça central e até mesmo nos hotéis você irá se deparar com dezenas de empresas que oferecem o passeio, onde normalmente está incluso o transporte de ida e volta em ônibus ou van nos, além de um guia nos dois campos. O passeio dura em média 6 horas e custa em torno 30 euros por pessoa. Essa foi a forma que escolhemos ir.
Visita guiada
Passeios ferais: 3:30 de duração.
Visitas de estudo de um dia: 6:00 de duração.
visitas de estudo de dois dias: 2 x 4:00 de duração.
Visitas guiadas para visitantes individuais: 3:30 de duração.
Devido ao grande número de visitantes diários é recomendada a reserva com antecedência através do site: http://auschwitz.org/en/visiting/guides
Como chegar
É possível ir em uma excursão ou por conta própria, usando trem, carro ou ônibus. De trem deve-se pegar na estação central de Cracóvia e descer na estação de Oswiecim. São quase 2 horas de trajeto e com muitas paradas. Da estação de Oswiecim até Auschwitz são cerca de 2 quilômetros, que podem ser feitos a pé (há muitas placas no caminho) ou de ônibus. Há um ponto em frente à estação de trem.
Para quem preferir ir de ônibus, há saídas constantes da rodoviária de Cracóvia e os ônibus param na entrada do museu. O tempo de viagem é de cerca de 1:30. De carro próprio é um pouco mais complicado, pois as placas são em polonês. O GPS é fundamental nesse caso. Para ir de Auschwitz I para Auschwitz-Birkenau há ônibus gratuitos saindo a cada meia hora normalmente. A distância entre os campos é de 3 quilômetros.
Conclusão
Um local histórico que jamais deveria ter existido e onde aconteceram fatos importantes que jamais poderão ser ignorados ou esquecidos. De alegre e agradável o passeio não tem nada, mas desperta a consciência humana e uma boa reflexão de um lugar que carrega tantas memórias de um passado trágico que aconteceu há tão pouco tempo.
Recomendamos!
Texto e fotos: Juliana Magalhães.
E você, conhece Auschwitz? Gostou do passeio? Se emocionou? Recomenda? Conte para nós a sua experiência!





