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 Título: A versão do SeaWorld sobre a polêmica do entretenimento com animais
Mensagem não lidaEnviado: Dom Nov 18, 2018 9:49 am 
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Administrador
Você conhece os projetos voluntários de resgate e recuperação dos animais do SeaWorld?

O SeaWorld se estabeleceu no mercado dos gigantes parques temáticos com um diferencial: a interação com animais marinhos. Durante décadas, os shows com bichos foram o grande triunfo do grupo. Com o passar dos anos, assuntos que antes eram normalizados ganharam espaço na agenda mundial e se tornaram grandes pautas de ativismo. A causa animal se tornou um dos principais assuntos de discussões em várias esferas - alimentação, moda e também no entretenimento. Zoológicos, aquários e o próprio SeaWorld se tornaram grandes vilões aos olhos de muitos. Por meio de documentários, filmes, livros e artigos acadêmicos, os abusos animais em diversas indústrias foram expostos e comoveram o cidadão comum, que até então consumia tais produtos sem problemas. Difusão de informação é sempre algo positivo, mas é preciso ter cuidado com generalizações e simplificações dos fatos.

Após tantas polêmicas, o SeaWorld fez uma série de mudanças na marca e nos parques. Hoje, o grupo se define com o slogan "visita com propósito", por oferecer um entretenimento que também é educativo. Para esclarecer muitas das questões sobre o trabalho com os animais, o SeaWorld convidou o Falando de Viagem para acompanhar de perto os bastidores desta relação, nos parques do grupo em Orlando. Antes de entrar em detalhes sobre o trabalho da empresa com os bichos, é preciso esclarecer alguns pontos.

O ideal é que cada espécie viva em seu respectivo habitat natural. Este é um fato irrefutável. Por outro lado, grande parte do impacto da pegada humana no planeta é a destruição destes ambientes, assim como a caça e o tráfico ilegal de animais. É evidente que o cativeiro não é a melhor opção, mas devido o quadro atual, se torna um meio importante para a preservação de muitas espécies, principalmente as em perigo de extinção. É importante entender que nem todo cativeiro é sinônimo de maus-tratos. Assim como há zoológicos que deixam os animais totalmente descuidados, também existem aqueles que realizam um trabalho cuidadoso para contribuir com a preservação das espécies. O SeaWorld não captura animais na natureza há décadas. Todos os animais existentes hoje nos parques foram fruto de reprodução já feita em cativeiro.

Leia também: 10 destinos para quem ama animais

Os shows de baleias e golfinhos

O SeaWorld é automaticamente associado aos shows com orcas e golfinhos, que não por acaso também são o foco das críticas. O grupo já assumiu um novo posicionamento sobre os espetáculos com orcas. A versão oficial do SeaWorld Orlando é que o parque não vai mais incentivar a procriação da espécie em cativeiro. A geração de orcas presente hoje no parque será a última a se apresentar e após todos estes animais morrerem, o show irá acabar. Assim como foi feito com todos as outras espécies, o SeaWorld não captura orcas do oceano há anos. Todos as baleias que vivem atualmente no parque já nasceram no cativeiro, portanto, não se pode soltá-las no habitat natural, porque elas não iriam sobreviver naquele estilo de vida. Como as orcas são as grandes protagonistas do SeaWorld, o grupo também afirma que grande parte das pesquisas e conhecimento acadêmico que se tem hoje sobre estas baleias é graças ao trabalho feito pela empresa.

O show com os golfinhos irá continuar na programação, mas o SeaWorld também rebate as denúncias de que o treinamento dos animais é feito a base de violência e maus-tratos. De acordo com o grupo, todo o treinamento feito com os animais acontece apenas por reforço positivo e nada a mais. Esta é a mesma técnica usada para adestrar cães, por exemplo - o cachorro come ração durante a rotina, mas quando ele faz algo desejado, recebe um biscoito. Dessa forma, os golfinhos obedecem aos comandos e fazem piruetas para receber sardinhas no final.

O outro lado do SeaWorld

Sim, o entretenimento animal é a principal raiz do lucro do SeaWorld. Por outro lado, o grupo também faz um amplo trabalho de pesquisa, resgate, reabilitação e cuidado de forma totalmente voluntária que não deve ser ignorado. Estas iniciativas sempre existiram, mas apenas há alguns anos parte dos bastidores foi aberta ao público. Em todos os parques do grupo, a filosofia da marca é aplicada: o entretenimento é acompanhado por um tom educativo sobre as espécies.

Um dos principais trabalhos de resgate do SeaWorld é com peixes-boi. A empresa trabalha junto com o governo dos Estados Unidos para resgatar e tratar estes animais que foram feridos ou expostos a situações de risco em todo o país. O local em que estes peixes-boi resgatados ficam foi aberto há apenas três anos para o público no parque SeaWorld, apesar do programa existir há décadas. No centro de resgate, os visitantes podem conversar com os biólogos e veterinários responsáveis e observar os bichos. Os peixes-boi não são usados em shows ou atrações e todos que se recuperam com sucesso são soltos na natureza. Os que são resgatados com condições mais sérias e sem cura ficam aos cuidados do SeaWorld, mas continuam fora de qualquer atração.

Os peixes-boi resgatados ficam em uma área especial até poderem voltar à natureza.

Também no parque SeaWorld, os visitantes podem conhecer o espaço de cuidados de pinguins sul-americanos. Esta área é totalmente diferente da atração "Antarctica: Empire of the Penguin", um simulador que acaba em um aquário com dezenas de pinguins antárticos. Há um espaço exclusivo nos bastidores do parque para os pinguins chilenos e argentinos, que tiveram o habitat natural destruído por intervenção humana, e por isso, não têm mais onde viver, senão em cativeiro. As espécies sul-americanas e antárticas vivem separadas porque têm demandas totalmente diferentes. Os pinguins da Antártica não foram resgatados, mas assim com todos os outros bichos, eles já nasceram no cativeiro do SeaWorld.

Sem o cativeiro, os simpáticos pinguins sul-americanos não teriam onde viver após tantas destruições humanas.

O Busch Gardens é o único parque do grupo SeaWorld que tem como foco o trabalho com animais terrestres. É possível fazer um safári com animais da savana africana e também aprender mais sobre eles. Após o passeio, é recomendável visitar o hospital dos bichos. Lá, os veterinários cuidam tanto dos leões, elefantes e girafas do parque, como dos animais domésticos de moradores da região de forma totalmente gratuita. A clínica tem duas áreas abertas para uma visita guiada. A primeira é a "cozinha", onde a veterinária explica toda a dieta e planejamento dos animais da savana e também alimenta pequenas espécies, como filhotes de aves e tartarugas, para o público. A outra parte do hospital é o local onde os atendimentos e procedimentos acontecem. Não há uma programação fixa e você pode se deparar com uma consulta de um gato ou de um leão.

A "cozinha" do hospital é realmente uma cozinha.

Os visitantes podem observar as consultas através de um vidro.

Leia também: A ascensão do turismo sustentável | Qual o impacto que você deixa nos lugares em que visita?

O bem e o mal

Existem milhares de tons de cinza entre o preto e o branco. É preciso analisar o trabalho de empresas como o SeaWorld de forma menos simplista do que ruim ou bom, vilão e vítima. A discussão é densa e complexa, mas muito válida. Portanto, quanto mais informações e mais lados da história, mais rico fica o debate. O entretenimento animal é uma realidade desde que o mundo é mundo - ou desde que o humano é mundo. Por outro lado, a voz dos ativistas tem gerado um grande impacto de conscientização nos cidadãos comuns e também nas instituições. O próprio SeaWorld mostrou ter consciência que os valores mudaram e fez adaptações para encaixar as atrações dos parques nas novas demandas do público. É preciso entender o que acontece nos parques de forma multilateral para que se possa cobrar e fiscalizar de forma coerente.

Texto e fotos: Manoela Caldas.

O Falando de Viagem viajou para Orlando a convite do SeaWorld.

E você, já conhecia os programas de resgate e cuidados com animais do SeaWorld? Qual a sua opinião sobre o uso de animais para entretenimento? Conte para nós a sua opinião!

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 Título: Re: A versão do SeaWorld sobre a polêmica do entretenimento com animais
Mensagem não lidaEnviado: Seg Nov 26, 2018 4:30 pm 
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Eu acho que a postura do SeaWorld é condizente. O mundo mudou muito nos últimos anos e o parque está mudando também. Muita gente critica fazendo parecer que eles só fazem o mal, quando na verdade fazem muito bem aos animais.

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 Título: Re: A versão do SeaWorld sobre a polêmica do entretenimento com animais
Mensagem não lidaEnviado: Qui Dez 27, 2018 3:24 pm 
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Busch Gardens Tampa Bay recebe certificação da American Humane pelo tratamento dado aos animais

A American Humane, maior organização reguladora de bem-estar animal do mundo, anunciou que o Busch Gardens Tampa Bay recebeu o selo “Humane Certified”, por meio do seu Programa de Conservação, devido aos tratamentos e cuidados de alta qualidade oferecidos aos animais que vivem no local. O parque passou por um longo e rigoroso processo de auditoria realizado por empresas terceirizadas e juntou-se a outras poucas instituições certificadas nos Estados Unidos.

O Programa de Conservação da American Humane é o primeiro projeto de regulamentação dedicado exclusivamente à fiscalização do bem-estar e do tratamento humanitário dado aos animais que vivem em zoológicos, aquários e centros de preservação em todo o mundo. O programa aplica critérios rigorosos, baseados na ciência e desenvolvidos por um Comitê Científico Consultivo independente composto por líderes de renome mundial nos campos da ciência, comportamento e ética animal.

O Programa de Conservação da American Humane conta com uma extensa lista de critérios que avalia várias dimensões envolvidas no bem-estar animal, tais como: excelência dos cuidados com a saúde do animal e com o habitat em que ele vive; interações positivas entre os indivíduos do grupo e também entre os animais e seus cuidadores; ambientes seguros e estimulantes, levando em conta iluminação apropriada, níveis de sons, qualidade do ar e regulação da temperatura; e capacidade de estabelecer protocolos para prevenir e atuar em emergências médicas ou operacionais.

Para ter mais rigor no processo, o Busch Gardens foi avaliado por uma auditoria independente, para checar se estava de acordo com os critérios da American Humane.

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 Título: Re: A versão do SeaWorld sobre a polêmica do entretenimento com animais
Mensagem não lidaEnviado: Sex Mar 15, 2019 10:47 pm 
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SeaWorld Parks & Entertainment remove itens de poliestireno nos restaurantes dos 12 parques temáticos do grupo

O SeaWorld Parks & Entertainment anunciou que todos os seus 12 parques temáticos removeram itens de isopor, incluindo tigelas, pratos e bandejas, de seus restaurantes. Como parte do compromisso com a proteção animal e de seus habitats, o SeaWord substituiu os itens de isopor por produtos feitos a partir de material 100% reciclado em todos os parques. Com milhões de refeições servidas por ano nos parques, a remoção do poliestireno, que não é biodegradável, ajuda na diminuição do produto nos aterros locais, como também nos oceanos e ecossistemas.

De acordo com Andrew Ngo, vice-presidente corporativo da companhia, “essa mudança nos permite economizar cerca de 14 milhões de itens de poliestireno por ano, um material que é resistente à decomposição e difícil de ser reciclado. Reduzir nossa pegada ambiental é uma parte importante da nossa missão, e essa conquista é mais um passo para cuidarmos melhor dos nossos oceanos, dos animais e do nosso planeta”.

O SeaWorld é líder em iniciativas de conservação, e a eliminação o poliestireno no SeaWorld San Diego, na Califórnia, já aconteceu 2013. A companhia se junta a outras organizações e cidades dos Estados Unidos que também baniram o uso do material, incluindo o condado de Maui no Hawaii, que baniu o uso do isopor em embalagens de alimentos e bebidas no ano passado, a cidade de Nova York que proibiu seu uso em janeiro desse ano, e St. Petersburg na Flórida, que votou a proibição do material em dezembro de 2018.

O anúncio veio menos de um ano depois de a companhia ter removido todos os itens de plástico de uso único, como canudos e colheres de café, seguidos da eliminação das sacolas plásticas em 2013. A remoção completa de todos os itens de isopor é mais um passo para o objetivo do SeaWorld em reduzir a poluição e seu impacto no meio ambiente. A empresa também investiu em projetos para reduzir o consumo de energia, água e a quantidade de resíduos gerados, incluindo o plantio de vegetação resistente à seca, a iluminação LED e a instalação de painéis solares no Aquatica San Diego.

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