Relato: o dia em que bati com o carro alugado 5 minutos depois de sair da locadora
Enviado: Ter Abr 16, 2019 9:29 am
Já perdi a conta de quantas vezes aluguei carro em viagens e nunca me aconteceu nada. Costumo contratar as proteções oferecidas pelas locadoras, apesar de nunca ter precisado acioná-las. Mas sempre existe uma primeira vez...
Em minha última viagem a Israel aluguei um carro em Tel Aviv para percorrer o resto do país e devolvê-lo no último dia, já no aeroporto. Reservei uma SUV com uma locadora local, mas pelo visto esse tipo de carro não é muito popular no país e me deram um Subaru B4. Como esse modelo é um sedã bem espaçoso, não reclamei e aceitei. O porta-malas era enorme e todas as nossas malas caberiam nele e no banco de trás.
Leia também: Vale a pena alugar carro em Israel?
A locadora era muito próxima ao hotel onde eu estava hospedado, ficava a 450 metros e na mesma rua, então fui a pé. Após todos os trâmites administrativos, fiz a vistoria do veículo junto com um funcionário da locadora e assinei o último documento que faltava. Dali até o final da viagem o carro seria meu.

Carro que pegamos em Israel: um Subaru B4
Como a rua do hotel e da locadora era de mão única, tive que voltar pela rua da praia. Era um final de tarde de uma quinta-feira e eu só usaria o carro no dia seguinte, para ir a Jerusalém. O hotel tinha garagem e minha ideia era deixar o carro estacionado até o dia seguinte de manhã, quando faria check-out e pegaria a estrada.
O percurso da locadora até o hotel, de carro, era de somente 1,5 quilômetro. Voltei pela praia, com o sol já descendo sobre o Mediterrâneo, feliz da vida em "meu" novo carro. Entrei na rua do hotel, entrei na garagem e desci a primeira rampa até um pequeno pátio, que por ser muito pequeno estava lotado. Mas felizmente a garagem subterrânea era maior, então fui em direção à segunda rampa, para descer.
Leia também: As praias de Tel Aviv
Agora as coisas se complicaram um pouco. A rampa era em curva, estreita, estava escuro, o carro era grande (4,61 metros) e, para piorar, era preto. Mas tudo bem, fui descendo bem devagar. Tomando cuidado e indo devagar nada iria acontecer, pensei.
Foi quando ouvi e senti que o carro havia raspado na parede. Parei imediatamente. Após soltar alguns palavrões, respirei fundo e dei ré para tirar o carro daquela posição. Ouvi o mesmo barulho. Saí do carro para ver o tamanho do estrago.

O amassado, que não foi profundo nem muito extenso, pegou só o para-lamas traseiro direito próximo à porta. Foi quando percebi que na quina da parede onde bati havia um tapete bem grosso preso. Não devo ter sido o primeiro hóspede a bater com o carro ali, pensei. O tapete poupou a pintura, que não foi danificada.
Eu havia contratado o seguro do veículo, que é obrigatório em Israel, porém com franquia, que segundo o site da locadora era de 2.000 a 4.000 shekels, dependendo do modelo. O shekel é equivalente ao real. Como minha viagem mal havia começado, achei melhor deixar para lá e só me preocupar com isso quando fosse devolver o carro. O dano havia sido só na lataria e não impediria a viagem.
Leia também: Roteiro de viagem de carro por Israel | Tel Aviv, Jerusalém, Mar Morto, Eilat, Haifa e Tiberias
Quando a viagem chegou ao fim, devolvi o carro na agência da locadora do aeroporto. O funcionário viu o amassado e me pediu para assinar um documento, todo escrito em hebraico, registrando o sinistro. Perguntei sobre o pagamento e ele disse para eu não me preocupar que eles entrariam em contato.
Um mês depois cobraram no meu cartão o valor do conserto: 353 dólares.
Conclusão
A viagem foi ótima, alugar o carro foi a melhor coisa que fizemos e alugaria novamente sem pensar duas vezes. A batida foi um contratempo, claro, mas procurei não pensar muito nela para não estragar minha viagem com preocupações antes da hora. O atendimento da locadora na devolução do carro foi bastante cordial e rápido.
Com relação ao “prejuízo” de 353 dólares, como havia pago a locação com um cartão Visa, acionei o seguro locação deles e pedi o reembolso. Mas os detalhes desse processo ficam para o próximo relato.
Boa viagem!
E você, já bateu com o carro alugado? O dano foi grande? O seguro cobriu ou teve que pagar? Conte para nós a sua experiência!
Em minha última viagem a Israel aluguei um carro em Tel Aviv para percorrer o resto do país e devolvê-lo no último dia, já no aeroporto. Reservei uma SUV com uma locadora local, mas pelo visto esse tipo de carro não é muito popular no país e me deram um Subaru B4. Como esse modelo é um sedã bem espaçoso, não reclamei e aceitei. O porta-malas era enorme e todas as nossas malas caberiam nele e no banco de trás.
Leia também: Vale a pena alugar carro em Israel?
A locadora era muito próxima ao hotel onde eu estava hospedado, ficava a 450 metros e na mesma rua, então fui a pé. Após todos os trâmites administrativos, fiz a vistoria do veículo junto com um funcionário da locadora e assinei o último documento que faltava. Dali até o final da viagem o carro seria meu.

Carro que pegamos em Israel: um Subaru B4
Como a rua do hotel e da locadora era de mão única, tive que voltar pela rua da praia. Era um final de tarde de uma quinta-feira e eu só usaria o carro no dia seguinte, para ir a Jerusalém. O hotel tinha garagem e minha ideia era deixar o carro estacionado até o dia seguinte de manhã, quando faria check-out e pegaria a estrada.
O percurso da locadora até o hotel, de carro, era de somente 1,5 quilômetro. Voltei pela praia, com o sol já descendo sobre o Mediterrâneo, feliz da vida em "meu" novo carro. Entrei na rua do hotel, entrei na garagem e desci a primeira rampa até um pequeno pátio, que por ser muito pequeno estava lotado. Mas felizmente a garagem subterrânea era maior, então fui em direção à segunda rampa, para descer.
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Agora as coisas se complicaram um pouco. A rampa era em curva, estreita, estava escuro, o carro era grande (4,61 metros) e, para piorar, era preto. Mas tudo bem, fui descendo bem devagar. Tomando cuidado e indo devagar nada iria acontecer, pensei.
Foi quando ouvi e senti que o carro havia raspado na parede. Parei imediatamente. Após soltar alguns palavrões, respirei fundo e dei ré para tirar o carro daquela posição. Ouvi o mesmo barulho. Saí do carro para ver o tamanho do estrago.

O amassado, que não foi profundo nem muito extenso, pegou só o para-lamas traseiro direito próximo à porta. Foi quando percebi que na quina da parede onde bati havia um tapete bem grosso preso. Não devo ter sido o primeiro hóspede a bater com o carro ali, pensei. O tapete poupou a pintura, que não foi danificada.
Eu havia contratado o seguro do veículo, que é obrigatório em Israel, porém com franquia, que segundo o site da locadora era de 2.000 a 4.000 shekels, dependendo do modelo. O shekel é equivalente ao real. Como minha viagem mal havia começado, achei melhor deixar para lá e só me preocupar com isso quando fosse devolver o carro. O dano havia sido só na lataria e não impediria a viagem.
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Quando a viagem chegou ao fim, devolvi o carro na agência da locadora do aeroporto. O funcionário viu o amassado e me pediu para assinar um documento, todo escrito em hebraico, registrando o sinistro. Perguntei sobre o pagamento e ele disse para eu não me preocupar que eles entrariam em contato.
Um mês depois cobraram no meu cartão o valor do conserto: 353 dólares.
Conclusão
A viagem foi ótima, alugar o carro foi a melhor coisa que fizemos e alugaria novamente sem pensar duas vezes. A batida foi um contratempo, claro, mas procurei não pensar muito nela para não estragar minha viagem com preocupações antes da hora. O atendimento da locadora na devolução do carro foi bastante cordial e rápido.
Com relação ao “prejuízo” de 353 dólares, como havia pago a locação com um cartão Visa, acionei o seguro locação deles e pedi o reembolso. Mas os detalhes desse processo ficam para o próximo relato.
Boa viagem!
E você, já bateu com o carro alugado? O dano foi grande? O seguro cobriu ou teve que pagar? Conte para nós a sua experiência!





