Abertura de conta corrente na Caixa: Uma tragédia anunciada
Enviado: Seg Jul 23, 2012 8:01 pm
"Não vá para a Caixa que é fria".
Quantas vezes eu ouvi esse conselho. E quantas vezes o ignorei.
Depois da portabilidade, só tinha olhos pras taxas menores, para o financiamento imobiliário. Achava que banco era tudo igual. Se eu tivesse mais cabeça, talvez não teria passado a raiva que passei.
Ato 1: vou a uma agência da Caixa para abrir uma conta. Levo todos os documentos. Depois de esperar uns 20 minutos, a gerente me atende e informa que agora não se abre mais contas na agência. Devo ir até um posto dos "Correspondentes Caixa".
Ato 2: nos correspondentes, a burocracia é muito maior. Mais formulários, mais cópias de documentos, entrego tudo e espero uma semana para eles me informarem se abriu a conta ou não.
Ato 3: a correspondente me liga. Informa que meu Cpf deve ser alterado, porque um nome saiu com uma letra a mais. Eu digo que já alterei na Receita, mas que não dá pra tirar um novo Cpf. A Receita não faz mais segunda via de Cpf. Ela insiste, e implica com minha assinatura na Identidade, que é rúbrica. E que tenho que fazer uma segunda via. Isso para abrir uma conta numa agência que já tive uma conta! E com esses mesmos documentos. Perco a paciência. Digo que ela está equivocada e que eu posso assinar como quiser, até Zé do Caixão, se assim preferir. Ela diz, de má vontade, que vai mandar a papelada e "não se responsabiliza se ela voltar".
Ato 4: abro a conta, finalmente. Como sou servidor público, quero usufruir da isenção da mensalidade por um ano, que está na propaganda da Caixa. Sou informado que está tudo bem. Parece que a coisa agora vai. Ainda descolo um empréstimo consignado a taxas mais baixas, para quitar umas dívidas de emergência.
Ato 5: não há senha para falar com o gerente de contas. Esperas de 50 minutos se tornam comum. Às vezes, mais de uma hora. E quando vejo o gerente, não se resolve nada. Como não há senhas, pessoas passam na frente, e aí vai a confusão.
Ato 6: ninguém na caixa, nem na filial, nem funcionário, nem gerente, nem na matriz, e nem no suporte de internet sabe qual é o número que tenho que colocar no Internet Banking para cadastrar uma conta de luz no débito automático. Uns dizem que é a empresa de luz que fornece um número "secreto". Outros supõe que é o número do padrão (unidade consumidora). E outros o número da conta mesmo.
Ato 7: entra uma grana, e quito a metade do empréstimo consignado. Depois de uma semana, volto para quitar a outra metade e não posso. O sistema ainda não baixou o primeiro pagamento (feito na boca do caixa!) para o cálculo do restante. Mais uma semana de espera. O processo vai pra instâncias superiores, e ninguém sabe porque está demorando tanto.
Ato 8: depois de finalmente o sistema funcionar, quito o restante do empréstimo. 20 dias antes de fechar a folha. Quando sai o contracheque, surpresa! O empréstimo já devidamente amortizado continua descontando sua parcela no salário. Mais requerimentos, pedidos.
Ato 9: a conta é salário, usei a portabilidade, tenho isenção total da mensalidade. Teoricamente sim. Mas ninguém consegue me explicar como é que eu vejo uma mensalidade alta sendo descontada na minha folha. Mesmo eu avisando 5 dias antes, ao ver em lançamentos futuros. Me garantem que o gerente vai resolver, e vai devolver. Passam-se os dias. Ninguém devolve nada.
Ato 10: me ligam de outro estado, me oferecendo dois cartões platinum, um master e um visa. Recuso polidamente, e digo que não tenho interesse. Uma semana depois, chega o cartão na minha residência, pronto para ser desbloqueado.
Ato 11: evidente que não desbloqueei. Vou calmamente fazer um saque, e o meu cartão atual não funciona. Tento mais vezes, tenho certeza que não errei a senha. O cartão e a senha não funcionam, e meu acesso é bloqueado.
Ato 12: vou ao gerente, explico. Ele consulta e verifica que meu cartão não presta mais, e que o platinum (aquele que não aceitei, e mais ainda, não desbloqueei está ativo no meu sistema, e tem até senha). Não tenho forças para reclamar. Pego o platinum e passo a usá-lo.
Ato 13: descubro, quando vou passar um TED, que minha conta especial da caixa, que ganhei com a portabilidade cobra todos os teds. É isso mesmo. A conta elite e top da caixa não permite nem UM, nem UM ted gratuito.
Ato 14: fui transferido para outro estado, o Distrito Federal. Fico imaginando se vale a pena insistir com a caixa. Vou transferir a conta para cá e ver o que acontece. Descubro que não posso transferir sem abrir uma aqui, pedir o fechamento via malote pra outra de outro estado, e apresentar toda a papelada e burocracia de novo. Desisto.
Ato 15: decidi, vou fechar a conta. Compareço a outra agência da caixa em Brasília e sou seco. Quero fechar minha conta. Eles dizem que não podem fazer, pois minha conta tem o limite do cheque especial. É preciso resolver isso com a agência. Não aceitam nem intermediar.
Ato 16: ligo pra minha agência antiga. O gerente novo, absurdamente diz que só posso encerrar a conta ou retirar o limite do cheque especial se comparecer na agência. Ou seja, para fechar uma conta tenho que viajar 2000 kms, mais as despesas da viagem. Desligo o telefone, antes de mandar todos tomarem...
Ato 17: mais uma tentativa com outra agência em Brasília. Explico o problema. Ele diz que posso comparecer lá, e eles fecham a conta. Pesquisei, e pelo que o Procon orienta, toda agência tem que ter um formulário de encerramento. Vou tentar isso amanhã. Se não, vou acionar ouvidoria, e procon, e seja o que Deus quiser.
Se eu colocasse aqui todos os aborrecimentos com a caixa, daria um livro. Mas não quero mais saber de bancos nem de nada.
Ficarei na minha IConta Itau, a única que não me deu problema até agora. Mas quem estiver pensando na caixa, não faça como eu. Dê ouvidos ao conselho: caixa não.
Quantas vezes eu ouvi esse conselho. E quantas vezes o ignorei.
Depois da portabilidade, só tinha olhos pras taxas menores, para o financiamento imobiliário. Achava que banco era tudo igual. Se eu tivesse mais cabeça, talvez não teria passado a raiva que passei.
Ato 1: vou a uma agência da Caixa para abrir uma conta. Levo todos os documentos. Depois de esperar uns 20 minutos, a gerente me atende e informa que agora não se abre mais contas na agência. Devo ir até um posto dos "Correspondentes Caixa".
Ato 2: nos correspondentes, a burocracia é muito maior. Mais formulários, mais cópias de documentos, entrego tudo e espero uma semana para eles me informarem se abriu a conta ou não.
Ato 3: a correspondente me liga. Informa que meu Cpf deve ser alterado, porque um nome saiu com uma letra a mais. Eu digo que já alterei na Receita, mas que não dá pra tirar um novo Cpf. A Receita não faz mais segunda via de Cpf. Ela insiste, e implica com minha assinatura na Identidade, que é rúbrica. E que tenho que fazer uma segunda via. Isso para abrir uma conta numa agência que já tive uma conta! E com esses mesmos documentos. Perco a paciência. Digo que ela está equivocada e que eu posso assinar como quiser, até Zé do Caixão, se assim preferir. Ela diz, de má vontade, que vai mandar a papelada e "não se responsabiliza se ela voltar".
Ato 4: abro a conta, finalmente. Como sou servidor público, quero usufruir da isenção da mensalidade por um ano, que está na propaganda da Caixa. Sou informado que está tudo bem. Parece que a coisa agora vai. Ainda descolo um empréstimo consignado a taxas mais baixas, para quitar umas dívidas de emergência.
Ato 5: não há senha para falar com o gerente de contas. Esperas de 50 minutos se tornam comum. Às vezes, mais de uma hora. E quando vejo o gerente, não se resolve nada. Como não há senhas, pessoas passam na frente, e aí vai a confusão.
Ato 6: ninguém na caixa, nem na filial, nem funcionário, nem gerente, nem na matriz, e nem no suporte de internet sabe qual é o número que tenho que colocar no Internet Banking para cadastrar uma conta de luz no débito automático. Uns dizem que é a empresa de luz que fornece um número "secreto". Outros supõe que é o número do padrão (unidade consumidora). E outros o número da conta mesmo.
Ato 7: entra uma grana, e quito a metade do empréstimo consignado. Depois de uma semana, volto para quitar a outra metade e não posso. O sistema ainda não baixou o primeiro pagamento (feito na boca do caixa!) para o cálculo do restante. Mais uma semana de espera. O processo vai pra instâncias superiores, e ninguém sabe porque está demorando tanto.
Ato 8: depois de finalmente o sistema funcionar, quito o restante do empréstimo. 20 dias antes de fechar a folha. Quando sai o contracheque, surpresa! O empréstimo já devidamente amortizado continua descontando sua parcela no salário. Mais requerimentos, pedidos.
Ato 9: a conta é salário, usei a portabilidade, tenho isenção total da mensalidade. Teoricamente sim. Mas ninguém consegue me explicar como é que eu vejo uma mensalidade alta sendo descontada na minha folha. Mesmo eu avisando 5 dias antes, ao ver em lançamentos futuros. Me garantem que o gerente vai resolver, e vai devolver. Passam-se os dias. Ninguém devolve nada.
Ato 10: me ligam de outro estado, me oferecendo dois cartões platinum, um master e um visa. Recuso polidamente, e digo que não tenho interesse. Uma semana depois, chega o cartão na minha residência, pronto para ser desbloqueado.
Ato 11: evidente que não desbloqueei. Vou calmamente fazer um saque, e o meu cartão atual não funciona. Tento mais vezes, tenho certeza que não errei a senha. O cartão e a senha não funcionam, e meu acesso é bloqueado.
Ato 12: vou ao gerente, explico. Ele consulta e verifica que meu cartão não presta mais, e que o platinum (aquele que não aceitei, e mais ainda, não desbloqueei está ativo no meu sistema, e tem até senha). Não tenho forças para reclamar. Pego o platinum e passo a usá-lo.
Ato 13: descubro, quando vou passar um TED, que minha conta especial da caixa, que ganhei com a portabilidade cobra todos os teds. É isso mesmo. A conta elite e top da caixa não permite nem UM, nem UM ted gratuito.
Ato 14: fui transferido para outro estado, o Distrito Federal. Fico imaginando se vale a pena insistir com a caixa. Vou transferir a conta para cá e ver o que acontece. Descubro que não posso transferir sem abrir uma aqui, pedir o fechamento via malote pra outra de outro estado, e apresentar toda a papelada e burocracia de novo. Desisto.
Ato 15: decidi, vou fechar a conta. Compareço a outra agência da caixa em Brasília e sou seco. Quero fechar minha conta. Eles dizem que não podem fazer, pois minha conta tem o limite do cheque especial. É preciso resolver isso com a agência. Não aceitam nem intermediar.
Ato 16: ligo pra minha agência antiga. O gerente novo, absurdamente diz que só posso encerrar a conta ou retirar o limite do cheque especial se comparecer na agência. Ou seja, para fechar uma conta tenho que viajar 2000 kms, mais as despesas da viagem. Desligo o telefone, antes de mandar todos tomarem...
Ato 17: mais uma tentativa com outra agência em Brasília. Explico o problema. Ele diz que posso comparecer lá, e eles fecham a conta. Pesquisei, e pelo que o Procon orienta, toda agência tem que ter um formulário de encerramento. Vou tentar isso amanhã. Se não, vou acionar ouvidoria, e procon, e seja o que Deus quiser.
Se eu colocasse aqui todos os aborrecimentos com a caixa, daria um livro. Mas não quero mais saber de bancos nem de nada.
Ficarei na minha IConta Itau, a única que não me deu problema até agora. Mas quem estiver pensando na caixa, não faça como eu. Dê ouvidos ao conselho: caixa não.